Já dura 12 dias o desespero da família do menino Patrick da Silva Bastos, de cinco anos, que foi sequestrado por um desconhecido no começo da tarde do dia 31 de dezembro. A criança morava com a mãe Mírian Bahia da Silva de 25 anos, em Barcarena, mas estava com a família do pai, Paulo da Mota Bastos, de 27 anos, desde o Natal.
No dia do rapto Patrick foi deixado com seu avô, Manoel Silva dos Santos, na banca de bombons onde trabalha na BR-316, em frente ao túnel do Entrocamento, bairro do Atalaia, em Belém.
Quando, de repente, surgiu um homem, puxou a criança e entrou em uma van que faz linha para o Distrito Industrial. “O meu marido lutou com esse homem, mas, como ele é magrinho e baixo, não teve força para lutar com o sequestrador”, contou a avó, Maria José Meneses da Mota, de 65 anos.
Naquele dia a criança chegou a dizer que não queria ficar com o avô. O pai lamenta não der dado atenção à criança. “Eu fui com meu filho comprar roupa para ele usar na noite do ano novo. Depois, deixamos as compras em casa e ele disse que não queria ficar com o avô, mas eu não poderia levá-lo comigo, sou autônomo e trabalho vendendo bombons e objetos nos ônibus. Eu disse que não ia demorar e ele chorou”.
Depois que o tal homem levou a criança, começou o desespero da família para pedir socorro às autoridades. “Pedimos ajuda à Polícia Rodoviária Federal, para a guarda municipal e todos disseram que não poderiam ajudar. Fomos à Delegacia do Marco, e nada. Só conseguimos registrar ocorrência na Seccional de São Brás”, contou a avó.
A ocorrência tramitou para a Seccional da Marambaia. Na tarde de ontem começaram as investigações. “Onze dias não são onze horas. Ele pode estar morto. Somente hoje (ontem) ligaram para a gente vir aqui (Marambaia). O investigador disse que não tinha delegado”, contou Maria José.
Segundo informações da assessoria de comunicação da Polícia Civil, somente ontem o novo diretor da unidade policial tomou posse. O delegado Dourivaldo Bentes da Silva disse que já ouviu algumas pessoas e que solicitou imagens de câmeras de segurança da área.
“Também localizamos a van onde o garoto entrou. As investigações foram encaminhadas para a Data, porém, a (Seccional da) Marambaia vai continuar uma investigação paralela”. (Diário do Pará)
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