Quantidade significativa de substâncias ilícitas, aparelhos celulares e armas artesanais foi encontrada durante revista realizada, ontem (12), no Centro de Recuperação Penitenciária do Pará III (CRPPIII). Coordenada pela Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará, a ação integrada contou com os esforços das Polícias Militar e Civil, além de outros órgãos da Inteligência.
Iniciadas no último dia 3, as revistas já foram realizadas nos centros de recuperação penitenciário do Pará I, II e III (CRPP I, II e III), localizado no distrito de Americano, município de Santa Isabel.
Na CRPPIII, onde estão atualmente 479 presos, os números alcançados foram alarmantes: 36 celulares, 25 carregadores, 14 chips, 72 baterias de celular, 10 substâncias entorpecentes - envolvidas em papelotes e ainda não identificadas -, 50 facas artesanais, conhecidas como estoques, e aproximadamente 300 gramas de maconha foram encontrados.
De acordo com o titular da Susipe, major Francisco Bernardes, as revista estão sendo efetuadas de forma constante no Complexo Penitenciário de Americano, sendo que ainda serão intensificadas nas 37 unidades existentes em todo o Pará. Nas três revistas realizadas até o momento, em 2011, foram encontrados 51 celulares, 30 carregadores, 25 chips, 73 baterias de celular, 63 estoques e 13 entorpecentes. Se comparadas com o ano passado, quando 1.074 celulares foram apreendidos, a eficácia e o aumento do número de apreensões se deve ao uso de equipamentos como raios-X, banquetas e detectores de metais portáteis, que facilitaram as revistas.
“O nosso objetivo é aumentar o controle e a fiscalização, para proibir a entrada de materiais ilícitos, investigar de que forma eles entram - inclusive chamando a corregedoria - e assim evitar motins, fugas e rebeliões, em todas as unidades prisionais da região metropolitana de Belém e do interior”, esclareceu o major.
A superpopulação nas unidades prisionais do Estado dificulta a eficácia das revistas, as manobras operacionais internas e outros elementos estruturais no sistema penitenciário.
“Temos uma massa carcerária além da nossa capacidade de ocupação carcerária. São 6.525 vagas para 9.406 presos. Existem projetos em andamento para a construção de unidades prisionais para a Região Metropolitana de Belém e localidades como Breves, Santarém e Marabá”, explicou o superintendente, acrescentando ainda que a situação é mais crítica em Santarém e Marabá: “São polos onde o crescimento populacional, o tráfico de drogas e outros problemas se somam e colaboram para o aumento do crime”.
A faixa etária da população carcerária do Pará, entre 18 e 24 anos, também incentiva a Susipe a pensar em um projeto para construir uma unidade prisional para jovens.
Em relação aos 786 internos que foram beneficiados pela saída temporária das casas penais no Natal, 127 presos continuam soltos. “Informamos à Vara de Execução que expede o mandado de prisão e eles são considerados foragidos”, pontuou o major Bernardes. (Diário do Pará)
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