Uma equipe de investigadores da Decon - Delegacia do Consumidor, da Dioe - Divisão de Investigações e Operações Especiais, comandada pela delegada Flávia Leal, localizou na manhã de ontem (12), na periferia da cidade de Marituba, região metropolitana de Belém, um galpão onde funcionava uma fábrica de confecções que, depois de serem concluídas, recebiam, através de serigrafia, etiquetas de marcas famosas, para depois serem distribuídas no comércio da capital e periferia.
Segundo a delegada, todo o trabalho policial estava sendo coordenado pela delegada Socorro Maciel, diretora da Decon. Foi ela quem recebeu uma denúncia pelo disque denúncia, telefone 181, dando a localização exata do galpão onde tudo funcionava, na rua do Fio, bairro Novo Horizonte, já próximo de uma mata, local de difícil acesso. O prédio estava em construção, segundo o denunciante.
Com um carro descaracterizado, a equipe da delegada Flávia localizou o galpão, encontrando em seu interior cerca de 20 mil peças de confecções já prontas para a distribuição e venda. Também foram localizadas máquinas de costura profissionais, pranchas de serigrafia, tintas e farto material em tecidos, para o processamento das confecções.
Segundo a delegada Flávia, no galpão, no ano passado, no período do Natal, trabalhavam dezenas de pessoas, fabricando as peças falsas, para atender grande número de pedidos de vendedores, principalmente do Ver-o-Peso e comércio de Belém.
No momento em que a polícia chegava ao galpão, o proprietário estava presente e tentou fugir, porém foi preso em flagrante. Toda a mercadoria ali encontrada, as pranchas de serigrafia, as máquinas de costura, tintas e tudo o mais que ali estava, sofreu apreensão, sendo levada para os depósitos da Dioe, mesmo local para onde o dono do estabelecimento foi encaminhado. Ele se chama João Alfredo Gonçalves.
Segundo a delegada Flávia, a polícia vinha procurando a tal fábrica, mas tinha informações de que ela funcionava em Belém. Foi graças ao disque denúncia que o flagrante ocorreu. João Alfredo assumiu que falsificava marcas e que as vendia também em sua loja. “Eu tenho uma lojinha perto da feira de Marituba. Também compro outras marcas de lojas lá na feira do Ver-o-Peso”. (Diário do Pará)
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