O final de semana que passou foi um dos mais violentos em Marabá. Pelo menos 13 pessoas foram mortas em situações distintas. À exceção de um caso envolvendo latrocínio e uma carbonização, todas as outras vítimas foram mortas em acerto de contas, ou execução. Nas páginas a seguir, o DIÁRIO relata alguns desses homicídios
Todos os mortos têm algo em comum: eram envolvidos com o tráfico, ou com assaltos. A onda de violência começou no sábado à noite, sendo que uma das primeiras vítimas foi o sargento da Polícia Militar, Francisco Carlos Miranda de Souza 44, anos. Ele foi morto a tiros, por volta das 20 horas, dentro do bairro São Miguel da Conquista, conhecida por “Invasão do Aurélio”, área de invasão contígua ao bairro Belo Horizonte.
F. Carlos como era conhecido o militar estava numa moto e carregava na garupa um amigo até então identificado pela alcunha “Neguinho” quando foi alvejado mortalmente. O “Neguinho” também teria sido baleado e está internado no Hospital Regional Público do Sudeste e, caso, sobreviva terá condições de fornecer algum detalhe acerca deste homicídio.
Enquanto ele não presta esclarecimentos, sobram especulações e hipóteses a respeito deste homicídio. Uma delas seria que o militar pode ter sido morto por engano.
No campo profissional, o comandante do 4ª Batalhão de Polícia Militar (4º BPM), coronel Raimundo Cardoso da Silva Júnior descartou que o militar tivesse algum desvio de conduta, ou alguma advertência e nunca se envolveu em qualquer ato ilícito.
Assim as especulações em torno de um provável engano tomam corpo. Outra vertente seria por conta de crime passional, o que também figura apenas como conjectura.
SUSPEITO
Diante de um crime que praticamente abalou toda a corporação da PM de Marabá, diversos militares, inclusive do serviço reservado, “caíram” em campo para tentar identificar quem seria o pistoleiro que matou o sargento F. Carlos.
Após diversas investigações levantaram que o acusado seria “Santos Doidão”, porém quanto à motivação os militares ainda não tem um norte definido.
Igualmente embaraçada está a Divisão de Homicídios de Marabá, que literalmente tateia no escuro neste caso.Diversos colegas de farda do sargento fizeram questão de ressaltar que F. Carlos não tinha nenhum tipo de punição. “Ele era uma pessoa íntegra e probo”, acentua o capitão Ibsen Loureiro, sub-comandante da 26 Zona de Policiamento Militar, onde o sargento estava lotado.
O corpo dele foi velado na igreja Adventista do bairro Novo Horizonte e no final da tarde de domingo ele foi sepultado no Cemitério da Saudade no bairro São Francisco, núcleo Cidade Nova. (Diário do Pará)
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