Francisco das Chagas Silva, 53 anos, foi preso por volta das 10h de ontem (21), na sede do Detran. O homem é acusado de falsificar documentos para conseguir legalização de veículos por meio ilegal.
De acordo com o delegado Dilermando Dantas, que efetuou a prisão do acusado, veículos com mais de dez anos de uso só podem ser licenciados após uma vistoria feita pela CTBel. É o órgão o responsável por emitir o documento que habilita o veículo a ser legalizado. Francisco atuava na falsificação da guia emitida pelo órgão.
Na delegacia, o acusado confessou a prática do crime, afirmando que falsificava as guias, mas, segundo ele, outra pessoa é quem falsificava as assinaturas.
Francisco era despachante há quinze anos, mas afirma que começou a oferecer esse tipo de serviço há menos de um mês.
LACRES
Com o acusado a polícia encontrou vários lacres de uso exclusivo do Detran, carimbos, guias falsificadas, R$ 1.000,00, placas de veículos, várias ferramentas e vasta munição de pistola ponto 40, de uso exclusivo da polícia.
Depois da prisão do acusado, os policiais descobriram que apenas uma empresa se beneficiou com os “trabalhos” de Francisco. De acordo com o delegado Neivaldo Silva, diretor da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), os responsáveis por uma empresa de transporte coletivo devem ser intimados a prestar esclarecimentos a respeito do caso, até porque na semana passada o acusado conseguiu licenciar, ilegalmente, um ônibus pertencente à empresa.
“Se eles contrataram o serviço dele é porque sabiam que ele agia de forma ilegal. Agora vão ter que se explicar”.
De acordo com Francisco, a cada veículo legalizado de forma ilícita ele recebia R$ 100,00.
O delegado Dilermando Dantas disse que a polícia vai continuar investigando se mais pessoas fazem parte do esquema e se funcionários do Detran estão ligados ao crime.
Francisco foi autuado em flagrante pelos crimes de falsidade ideológica, falsificação de documento público, uso de documento falso e posse ilegal de munição de uso restrito. O acusado foi encaminhado ao Sistema Penitenciário, onde deve aguardar decisão da Justiça. (Diário do Pará)
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