O soldado do Exército Wellington Amorim Silva, 22, confessou ter assassinado o próprio irmão, Jocivam Amorim Silva, 24, com onze facadas. A confissão foi durante depoimento ao escrivão Raimundo Carvalho, da Seccional de Polícia de Itaituba, Oeste do Pará.
O crime foi na madrugada de domingo (23), na residência da ex-esposa de Wellington, Marileide Bentes Pinto. Em depoimento, Wellington informou que estava separado de Marileide há poucos dias, e suspeitava de estar sendo traído, o que foi confirmado ainda na semana passada, quando ele (Wellington) começou a receber telefonemas de provocação da mulher.
Wellington disse que por várias vezes ouviu da esposa que “estava se divertindo e fazia sexo com quem quisesse, ainda me chamando de ‘otário’”. Já na madrugada de ontem, novamente, ele fez uma ligação para o celular do irmão, que foi atendido por ela (Marileide). Ainda no depoimento, Wellington enfatizou o que a mulher havia dito: “Eu não disse que eu ia fazer? Pois foi com o teu próprio irmão, e ele está lá, deitado na minha cama”. Ele foi à casa de Marileide, onde ouviu a mesma coisa. Foi ao quarto e encontrou o irmão dormindo. Perdeu a cabeça, sacou a faca e deu várias facadas no irmão.
O crime chocou a opinião pública em Itaituba. Depois de matar o irmão, Wellington fugiu do local e se apresentou ao oficial de dia no quartel do 53º BIS, onde ficou detido e foi levado à Seccional de Polícia por um grupo de militares.
PIVÔ
O delegado José Dias Bezerra disse que ainda deverão ser ouvidas outras pessoas, entre elas um vizinho da família do assassino, que também estava na casa e foi esfaqueado por Wellington. Em relação a Marileide, pelo fato de ela ter sido apontada como pivô do crime, é possível que, com base na Lei, seja solicitada a sua prisão preventiva. “Mas isso ainda vai depender do que for sendo revelado no decorrer do inquérito”, explicou o delegado. O fato de Wellington agir sob forte emoção poderá servir de atenuante para a pena. (Diário do Pará)
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