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POLÍCIA

Dançarino é solto após 16 dias preso

Depois de passar 16 dias preso, acusado de ter estuprado uma jovem, o dançarino Gleydson César Woller Oliveira da Silva, de 19 anos foi solto através de um Habeas Corpus. O caso em que Gleydson teve o nome envolvido teria acontecido em agosto do ano passa

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Depois de passar 16 dias preso, acusado de ter estuprado uma jovem, o dançarino Gleydson César Woller Oliveira da Silva, de 19 anos foi solto através de um Habeas Corpus. O caso em que Gleydson teve o nome envolvido teria acontecido em agosto do ano passado. A vítima, uma estudante, afirmou reconhecer o dançarino como o autor do estupro.

Mas no dia seguinte a acusação a jovem teria voltado atrás, mesmo assim a delegada Alessandra Jorge manteve a prisão de Gleydson. “No outro dia ela (a vítima), falou que não tinha sido meu filho, que aquilo tinha sido um engano, mesmo assim a delegada não soltou o Gleyson.”, reclamou o pai do dançarino. Mário Antônio, ainda afirmou ter achado desastroso o trabalho desenvolvido pela equipe de policiais. “Não vou dizer que ela (delegada) foi incompetente, porque se ela fosse não estaria onde está, mas o trabalho dela foi no mínimo desastroso”.

Hoje em liberdade, o jovem teme represálias de policiais. Gleysdon afirma que só confessou o crime porque foi vítima de agressões e pressão psicológica. “Como você queria que eu falasse que era inocente se o tempo todo tinha alguém me batendo e me ameaçando? Nem o exame no IML pude fazer porque o policial estava armado do meu lado e eu sabia que se dissesse que tinha apanhado ia ser pior. O médico pediu pra que eu sentasse, me olhou e perguntou se eu tinha apanhado. Ele nem pediu pra que eu levantasse a minha blusa”, relatou.

Agora em liberdade o rapaz conta como tem sido difícil reconstruir sua vida. “Eu não posso mais sair de casa, tenho que ficar o tempo todo me escondendo. Tenho muito medo de que algo aconteça comigo”, lamenta.Com a saída do filho do processo, Mário afirma que deve entrar com um processo contra a delegada Alessandra Jorge. O caso já está registrado na corregedoria da Polícia Civil e no Ministério Público.

O verdadeiro autor do crime já está preso. A estudante reconheceu Eriney Alberto dos Santos, de 27 anos, como o homem que a estuprou. Agora contra Gleydson corre apenas um inquérito por denunciação caluniosa, por ter acusado Jefferson Pereira Reis como seu cúmplice no crime. Quanto a este processo o pai do jovem afirmou que também deve entrar com pedido de anulação, já que o filho só teria acusado Jefferson por estar sendo coagido. “Isso ai não pode ser. Como eles podem querer processar meu filho por uma coisa dessas? Eu penso que a delegada está querendo é uma forma de se livrar do erro que cometeu”, sentenciou Mário. Mário.

EVIDÊNCIAS

Procurada pela reportagem a delegada Alessandra Jorge, afirmou que Gleydson só foi preso porque havia evidências suficientes de que ele realmente havia sido o autor do estupro e da apropriação indevida. As duas vítimas reconheceram o rapaz como sendo o autor dos crimes e em depoimento o dançarino havia dado detalhes do que havia acontecido como se realmente tivesse participado do estupro.

“Nós pedimos a prisão preventiva dele porque havia elementos suficientes para isso, tanto é que o pedido foi rapidamente liberado. Não fizemos isso de maneira irresponsável”, afirmou a delegada.

A delegada ainda deixou claro que o jovem não foi solto logo após a estudante ter mudado seu depoimento, porque isso não dependia da polícia e sim da justiça. “Ela não foi lá para inocentá-lo e sim para dizer a verdade. Não o soltamos antes porque isso não depende de nós e sim da justiça, que foi quem mandou prende-lo”. Com relação às investigações que foram realizadas a policial insistiu que o trabalho ainda não terminou. “Vamos continuar trabalhando para saber por que ele mentiu a respeito do que aconteceu, inclusive narrando para a imprensa e apontando um inocente como seu cúmplice”.

Segundo a delegada, Jefferson, apontado por Gleydson como seu cúmplice deve processá-lo por danos morais e denunciação caluniosa. A policial ainda informou que durante os depoimentos ouvidos, várias pessoas apontaram o dançarino como uma pessoa de personalidade fantasiosa, mentirosa e invejosa. “Nós conversamos com pessoas que nos deram as piores qualificações para esse individuo. O que ele está fazendo agora é simplesmente denegrir o trabalho da polícia, mas tenho a consciência tranquila de que fizemos o que era certo. Trabalhamos em cima das provas que tínhamos”. (Diário do Pará)

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