Quase um mês de investigações e uma denúncia anônima por meio do 181 levaram os investigadores da Seccional de São Brás até o cabeleireiro Eliney Santos Moraes, 23 anos, o “Ney”. Ele é acusado de tentar matar um desafeto conhecido por Erik, às 23h do dia 30 de dezembro do ano passado, na travessa Três de maio com a travessa Marques de Herval, bairro da Pedreira, Belém.
A prisão do cabeleireiro foi feita no começo da tarde de ontem (27), na casa do acusado, na rua Nova com a travessa Humaitá, na Pedreira.
MOTIVO
Segundo “Ney”, o motivo foi o empréstimo de três camisetas à namorada de Erik. “As camisetas eram de um amigo que morreu. Ela disse que ia me devolver, porém naquela noite o namorado dela disse que não ia e ainda me chamou de veado fuleira. Depois apontou um revólver de brinquedo para me assustar”.
Depois de receber ameaça de morte, o cabeleireiro contou que foi procurar um amigo no bairro de Fátima. Pegou um revólver calibre 32 e voltou com a intensão de matar o rapaz. “Ele ainda estava no mesmo local e atirei na cara dele, mas acertou no queixo. Ele ainda saiu correndo com ela (namorada)”, relembrou.
Ney contou que durante todo esse tempo não tentou fugir e que continuou trabalhando como cabeleireiro. “Eu sabia que a polícia ia me pegar. Eu devo e vou pagar, mas estou arrependido. Estava com a cabeça quente e não gostei de ter sido chamado de veado fuleira”.
Segundo o chefe de operações da seccional, Marcos Cavalcante, o que salvou a vida da vítima foi o acusado ter atirado à queima roupa. “Como a distância foi pouca, a bala resvalou no maxilar e não entrou na boca da vítima”.
O cabeleireiro foi autuado por tentativa de homicídio pelo delegado Carlos Alberto Antunes. (Diário do Pará)
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