O centro comercial de Belém foi alvo, hoje (28), de uma operação integrada de repressão e combate aos crimes de contrabando e venda de produtos “piratas”. Sob coordenação das Polícias Civil e Militar e Secretaria Municipal de Economia (Secon), a ação policial contou com apoio da Guarda Municipal de Belém (Gbel), que isolaram ruas da área. Denominada “Andros”, em alusão à uma ilha da região do Caribe onde há assaltos nos rios pelos chamados “piratas”, a ação policial contabilizou toneladas de produtos apreendidos, como peças de vestuário, bolsas, mídias, produtos eletrônicos, brinquedos e máquinas eletronicamente programadas. Vinte pessoas foram detidas e encaminhadas à Divisão de Repressão ao Crime Organizado para prestar esclarecimentos.
Sob comando do delegado-geral adjunto, delegado Rilmar Firmino; do diretor de Polícia Especializada, delegado João Bosco Rodrigues, e da delegada Ione Coelho, diretora de Polícia Metropolitana, a Polícia Civil contou com policiais civis das Divisões de Investigação e Operações Especiais (DIOE) e de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), e do GPE (Grupo de Pronto-Emprego), juntamente com policiais militares da ROTAM e do CME (Comando de Missões Especiais), sob coordenação do major Sandoval Bittencourt. O trabalho resultou de dois meses de levantamentos realizados na área comercial para identificar os pontos de “pirataria” e de contrabando. Ao todo, cinco galpões foram abordados pelos agentes. Nos locais, toneladas de produtos sem procedência e roupas com marcas falsificadas, que seriam vendidos por vendedores informais e até em lojas, foram encontradas.
Em um galpão na rua General Gurjão com rua Riachuelo, os agentes encontraram diversas carcaças novas, algumas ainda embaladas, de máquinas eletronicamente programadas, conhecidas popularmente como “caça-níqueis”. Uma pessoa que tomava conta do imóvel foi detida. Em outro ponto, na rua Sete de Setembro, outro imóvel usado como depósito dos produtos foi vistoriado pelos policiais que encontraram dezenas de caixas com roupas e outras mercadorias. Tudo sem nota-fiscal. O dono de uma loja na mesma rua foi flagrado vendendo roupas com marcas falsificadas. Os materiais foram colocados em caminhões. Na chegada à DRCO, as apreensões foram levadas ao auditório da DRCO, onde passaram por conferência e pesagem. Depois, todas mercadorias foram novamente empacotadas e levadas à perícia. O material ficará apreendido à disposição da Justiça para ser destruído. As ações policiais de combate aos crimes na área comercial prosseguirão. Denúncias sobre pontos de estoque de produtos falsificados podem ser encaminhadas pelo fone 181 (Disque-Denúncia). (Polícia Civil)
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