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POLÍCIA

Namorado prende companheira em casa

O corpo apresentava várias marcas de agressões e arranhões. O sentimento de humilhação se misturava com a vergonha que transparecia nos olhos claros de Adriana Simone Rocha da Silva, de 36 anos. A doméstica passou mais de quatro horas sendo torturada na c

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O corpo apresentava várias marcas de agressões e arranhões. O sentimento de humilhação se misturava com a vergonha que transparecia nos olhos claros de Adriana Simone Rocha da Silva, de 36 anos. A doméstica passou mais de quatro horas sendo torturada na casa de número 276 na avenida Perimetral, bairro da Terra Firme, onde mora o namorado, Samuel Oliveira Santos, de 24 anos. “Eu terminei o namoro na segunda feira e hoje (ontem) à noite a mãe dele foi lá em casa e disse que tinha que me dar uma coisa e que era para eu passar com ela depois. Eu até perguntei se era para falar com o filho dela, porque se fosse eu não iria. Ela disse que era um presente”.
Por volta das 8h da noite, Adriana foi até lá. Quando entrou na casa, já foi logo recebendo de presente socos, puxões de cabelo e jogada no chão. “Ele me chutou muito, me chamou palavrões. Até colocou um facão no meu pescoço. A mãe dele só ficou olhando. Eu gritei muito. Achei que ele ia me matar. Pensei em subir e me jogar da laje. Queria fugir. Implorei para ele me deixar sair. Gritei por socorro até quase ficar rouca”, disse.
Por volta da meia-noite de ontem, o Ciop recebeu a denúncia de um vizinho de Samuel que contava que uma mulher estava sendo morta pelo marido. “Quando chegamos para averiguar a ocorrência, o rapaz foi logo dizendo que era uma briga de casal e que não era para ninguém se meter e que não iria abrir a porta. Passamos um bom tempo conversando com ele para que liberasse a moça, mas ele estava irredutível. Tivemos que chamar o Corpo de Bombeiros para arrombar as grades e dessa forma entramos na casa. A moça estava no andar de cima, em um quarto e tremendo muito”, relatou o soldado Miglio, da 24ª ZPol.
Para Samuel, tudo não passou de exagero da namorada. “Era só uma briga normal de marido e mulher. Quando estávamos nos entendendo, a polícia invadiu minha casa. A gente se gosta e ninguém tem que se meter nisso”, disse Samuel.
Samuel e Adriana foram conduzidos à Delegacia da Mulher. Samuel foi preso em flagrante pelos crimes de cárcere privado, lesão corporal e resistência.
VASO RUIM
Samuel foi preso pela primeira vez no final de agosto do ano passado, pelo mesmo motivo: maltratou a namorada. Quando foi preso e levado para a Seccional do Guamá, foi descoberto que Samuel era procurado por pelo crime de tentativa de homicídio. Ele foi preso, mas solto graças a um alvará. (Diário do Pará)

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