O plano era pegar um táxi em Ananindeua, no começo da madrugada de ontem, e seguir para o bairro do Jurunas, em Belém, onde o taxista teria renda e o veículo roubados. Tudo seria entregue ao mandante, um traficante do bairro de Águas Lindas, em Ananindeua. Porém nada deu certo.
Edson Paes, de 19 anos e um adolescente de 16 anos, travestido de mulher, foram detidos e ainda apontaram José Aroldo Silva Cardoso, como sendo o autor do plano. “Ele nos contratou para isso e estava lá no local esperando pelo táxi, mas como fomos descobertos, dissemos a polícia quem nos mandou roubar”, disse Edson Paes.
Quando a dupla chegou ao local combinado, na travessa Carlos de Carvalho com a rua dos Tamoios, Edson puxou uma faca e anunciou o assalto. “O taxista se apavorou. E como tinha bastante gente na rua, ele gritou por socorro. O povo foi para cima e nos arrancou do táxi e começaram a me bater”, relatou Edson Paes.
O taxista não ficou no local e fugiu apavorado. O adolescente só escapou de apanhar por que, segundo a polícia, os populares acharam que se tratava de uma menina. “Quando recebemos o chamado do Ciop de que um assaltante estava sendo linchado, estávamos perto e conseguimos evitar que ele fosse morto. O adolescente só não apanhou porque tem aparência convincente de garota”, contou o tenente Diego Ferreira, da 4ª ZPol.
Após debelar a confusão, os policiais militares foram atrás do mandante. “O José Aroldo estava no local indicado pela dupla, uma passagem em Águas Lindas. Ele tinha acabado de chegar em casa em um táxi, provavelmente estava lá no Jurunas, como os dois contaram”, disse o cabo Gerson Cruz, da 4ª ZPol.
Na casa de José Aroldo a polícia encontrou 21 “trouxinhas” de pasta de cocaína e o valor de R$ 832, na mesma embalagem onde estava a droga. O acusado foi preso em flagrante por tráfico de drogas e apresentado na Seccional de Ananindeua.
Já o adolescente e Edson foram liberados. “O Aroldo está sendo autuado por tráfico e corrupção de menor, enquanto os demais estão sendo liberados por que não houve o assalto ao táxi, eles entram no processo apenas como testemunhas”, disse o delegado Carlos Alexandre Miranda. (Diário do Pará)
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