Foram quase duas horas de tensão para o médico Joaquim Ramos ex-presidente do Paissandu, um dos mais renomados ortopedistas do Pará, a esposa e o filho de 12 anos que ficaram sob mira de uma arma, durante assalto com reféns praticado por três adolescentes, na noite de sábado (12).
Segundo o soldado Jefferson, do Serviço de Motopatrulhamento, no momento em que abordavam o casal no carro no bairro do Umarizal, os três adolescentes foram surpreendidos pelos policiais militares que faziam ronda de moto pelo local.
Ao perceberem a aproximação dos policiais, os adolescentes entraram no Honda Civic e mandaram o médico circular como se nada estivesse acontecendo e mantiveram os ocupantes reféns, fato observado pelos militares devido o carro não possuir película.
Pelo rádio, os policiais pediram apoio a viaturas da Rotam e 1ª Zona de Policiamento. O veículo foi interceptado no cruzamento da travessa 14 de março com a rua Djalma Dutra no bairro do Telégrafo. Começou a negociação que teve fim com a rendição dos infratores e a libertação dos reféns.
Durante todo o tempo, o médico Joaquim Ramos ficou sob a mira de um revólver calibre 38. Pelo telefone ele conversava com familiares e amigos que chegaram para acompanhar o desfecho do crime. Os adolescentes exigiam a presença da família e da imprensa, além de coletes à prova de bala.
A chegada de equipes da TV RBA e do DIÁRIO, exigidas pelos infratores, ajudaram a diminuir a tensão. As negociações evoluíram quando a mãe de um deles chegou e pediu que o filho se rendesse.
O soldado Costa e Silva levou os três coletes a prova de balas e o gerenciador da crise, tenente Casseb, posicionou a viatura da Companhia Especial de Polícia Assistencial (Ciepas), para a entrada do trio. Em seguida, eles, com as mãos na cabeça, deixaram o Honda Civic e se renderam.
O assalto com reféns atraiu a atenção de muita gente, que se aglomerou em torno do canal da travessa 14 de Março. A mãe de um dos adolescentes estava muito nervosa e chegou a passar mal. Ela disse que sabia que um dia seria chamada para interceder pelo filho que andava em más companhias. “É uma situação muito triste para uma mãe, ver o filho já na criminalidade com menos de 18 anos, mas entrego nas mãos de Deus” afirmou Regina Célia.
Familiares e muitos amigos do médico Joaquim Ramos acompanharam tudo. O médico e a esposa foram levados por amigos ao Hospital Porto Dias, onde receberam atendimento.
Cinco viaturas da Rotam cercaram a área para conter a aproximação da multidão. Viaturas da 1ª, 10ª e 5ª ZPol além de policiais civis da Seccional da Pedreira e Grupo de Pronto Emprego se posicionaram estrategicamente na área da crise.
Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel 192 foi encaminhada ao local para prestar o atendimento aos reféns.
Os infratores foram encaminhados a Divisão de Atendimento ao Adolescente - Data, da Polícia Civil. O gerenciador da crise, tenente Casseb, disse que a presença da PM nas ruas impediu que o assalto tivesse maiores consequências.
“Instalado o conflito, o mais importante foi manter a integridade de todos, tanto dos reféns quanto dos infratores e foi isto o que fizemos” disse o oficial. (Diário do Pará)
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