Três laboratórios de mídias piratas foram fechados na última segunda-feira, 7, pela equipe do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI), da Polícia Civil de Redenção, sudeste paraense. Foram apreendi dos duas torres de gravação, três impressoras, um cofre com R$ 17.500,00, uma arma calibre 22 e 6.500 DVDs falsificados.
Keila Marques da Silva foi presa. Apontada como a líder do grupo e proprietária dos imóveis onde ocorriam as falsificações, Zeneide Cruz Pereira foi indiciada, mas não chegou a ser presa. "Ela não estava em situação de flagrante", explica o coordenador da operação, delegado Lucio Flávio de Andrade Filho.
Os responsáveis responderão inquérito policial por violação de direito autoral, conduta incriminada no art. 184, §2º do Código Penal, além de posse ilegal de arma de fogo, prevista no art. 12 do Estatuto do Desarmamento. Será verificada também a situação dos adolescentes que trabalhavam nas bancas de DVD's para responsabilização penal dos responsáveis pelos pontos de venda por crime de corrupção de menores, previsto no art. 244-B do ECA.
"A Polícia Civil está atuando permanentemente no combate à pirataria, atendendo diretrizes da Secretaria de Segurança Pública, bem como dos Tribunais Superiores, que destacam frequentemente a periculosidade social trazida pela indústria da pirataria, que não raras vezes está atrelada a outros crimes, fomentando toda uma cadeia criminosa, inclusive com patamares internacionais", explica o coordenador da operação.
O trabalho de investigação do NAI durou quinze dias e resultou na expedição dos três mandados de busca e apreensão cumpridos nesta segunda. A operação foi deflagrada no início da tarde e contou com o apoio logístico da Superintendência Regional de Polícia Civil e parceria do Ministério Público que, representado pelo promotor Ramon Furtado, acompanhou o trabalho policial durante toda tarde. (Ascom/Polícia Civil)
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