Três presos em Capanema, nordeste do Estado, sob acusação de envolvimento em esquema de estelionato, já foram reconhecidos, até o momento, por aproximadamente 10 vítimas que compareceram à sede da Polícia Civil no município para acusá-los.
Os criminosos são acusados de cometer furtos e roubos, e após os crimes, entregarem os documentos a estelionatários para práticas de golpes. O esquema foi desarticulado a partir das investigações coordenadas pelo delegado Alexandre Calvinho, da Superintendência Regional da Zona Bragantina.
PRISÃO
A prisão dos acusados aconteceu no último dia 10, após uma das vítimas do grupo ter acionado a equipe da Polícia Civil. A pessoa, cujo nome será mantido sob sigilo, denunciou aos agentes que desconhecidos haviam feito compras em uma loja de acessórios de telefonia móvel usando documentos em seu nome, e que já havia registrado Boletim de Ocorrência sobre o caso. Os policiais foram até a loja para obter informações sobre o golpe e obtiveram o endereço do fraudador, seguindo para o local.
Na casa, situada na rua Maranhão, bairro Aparecida, os policiais encontraram Marleide e Carla Adriana. Com a autorização das duas, eles entraram na residência e apreenderam vários documentos, entre títulos de eleitor e carteiras de identidade. Ao ter a identidade solicitada pelos policiais, Carla Adriana apresentou uma carteira falsa, com o nome de Adriana Vieira Santos. Ela confessou ter usado o documento falsificado. Ambas foram conduzidas à unidade policial de Capanema, juntamente com os documentos.
Após as prisões das duas mulheres, os policiais civis receberam uma ligação da funcionária da loja de acessórios de telefonia fixa informando que uma pessoa, que se identificou por Thiago da Costa Monteiro, havia iniciado a compra de um telefone celular.
Ela suspeitou que os documentos apresentados eram falsificados. O acusado ficou de retornar ao estabelecimento para efetivar a compra do aparelho. Por volta de 15h30, quando voltava à loja, ele foi abordado pelos investigadores Otávio e Érica, que já o aguardavam no local.
Na abordagem ao acusado, os policiais constataram que a carteira de identidade que ele portava era falsa. Questionado, o acusado confirmou que seu verdadeiro nome era Antônio Diego Silva Queiroz.
Ele foi preso e conduzido à unidade policial juntamente com os documentos e foi autuado em flagrante por falsidade ideológica e estelionato. Em depoimento, ele alegou ter encontrado a carteira de identidade e que, por estar sem dinheiro, foi orientado por Marleide a adulterar o documento para fazer compras no centro comercial. A Polícia Civil vai investigar o envolvimento de outras pessoas no esquema criminoso e aguarda que outras vítimas possam reconhecê-los. (Diário do Pará)
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