A onda galopante de violência que assola a Região Metropolitana de Belém, mesmo com o Governo do Estado mostrando números contrários, fez mais uma vítima.
Ontem pela manhã, às 7h30, um aposentado foi brutalmente assassinado por dois supostos adolescentes quando descarregava bagagens em frente à sua residência.
O servidor aposentado do Banco do Brasil, Ronaldo de Miranda Cerqueira, 59 anos, havia acabado de chegar de viagem com a esposa Celeste, vindo de Santo Antônio do Tauá. A esposa havia estacionado a picape Mitsubishi Pajero em frente à vila de casa, na praça Magalhães, paralela à rua General Henrique Gurjão, no Reduto.
Celeste havia aberto o portão de acesso à vila de casas onde mora o irmão da vítima, Paulo Cerqueira. Paulo começou a retirar as bagagens do porta-malas do veículo quando os dois assaltantes chegaram, cada um em uma bicicleta.
Paulo testemunhou o assassinato do irmão e disse que o portão havia sido fechado pela esposa de Ronaldo que gritou ao ver os assaltantes chegando. “Toda terça-feira ele vem pra cá de Tauá e fica aqui para tratar dos dentes. Eles gostam muito de Santo Antônio do Tauá. Ele estava descarregando a sacola dele para colocar pra dentro e eu sempre vinha para ajudá-lo. Quando eu vi, dois caras chegaram de bicicleta dizendo: É assalto! É Assalto!”.
O assaltante queria a sacola que Ronaldo carregava. “Era besteira, uma sacola e meu irmão disse: ‘Pra que isso, rapaz? Não tem necessidade disso’. E ele (assaltante) já deu o tiro que pegou no braço do meu irmão, porque ele estava de lado”.
TIRO FATAL
Paulo conta ainda que ficou paralisado e que não pôde fazer nada. “Se fosse sair daqui, ia pra cima dele e provavelmente estaria morto também. Meu irmão ficou sentindo a dor e foi caindo. Ele (assassino) correu para pegar a bicicleta e depois voltou de novo e deu mais um tiro no meu irmão, na cabeça”.
Após cometerem o crime, os assaltantes, que aparentavam ser adolescentes, fugiram em uma única bicicleta. O que atirou em Ronaldo saiu exibindo a arma em punho. A outra bicicleta foi deixada no local.
Policiais da 6ª Zpol estiveram no local junto com Guardas Municipais que estavam nas proximidades da praça Magalhães. O delegado Antônio Carmo Pereira da Costa, diretor da seccional do Comércio, acompanhou o crime no local com o chefe de operações, investigador Paixão, e outros investigadores lotados naquela unidade policial. Eles iniciaram as investigações logo que chegaram à cena do crime.
IMAGENS
Um dos investigadores disse que eles iriam procurar nos estabelecimentos comerciais, nas proximidades, para ver se alguma câmera de segurança tinha feito imagens dos assaltantes que mataram o aposentado. “Vamos ver se conseguimos as imagens deles. O que vai ajudar na identificação dos marginais”.
O delegado Antônio Carmo solicitou a remoção e perícia da cena do crime ao Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC). Após a perícia, o corpo da vítima foi removido do local. Ronaldo foi morto, mas no fim das contas nada foi roubado da vítima. Foi aberto inquérito para apurar a morte do aposentado.
Paulo falou indignado sobre o crime que vitimou seu irmão. “É mais um, infelizmente, porque o que a gente pode fazer? A vida está assim. Os bandidos ficam aí, matando as pessoas de graça. Infelizmente é tristeza. Cada dia pior. A gente vê todo dia na televisão, esses bandidos matando as pessoas de graça e ficam soltos por aí. Bandido tem que morrer. A polícia pegou, tem que matar. Não adianta prender. Meu irmão trabalhou, estava aposentado, e agora?”, encerrou Paulo Cerqueira. (Diário do Pará)
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