Na rua principal, do lado da Folha 34, em Marabá, o tráfico corria solto até o final da tarde de quinta-feira (7), ocasião em que investigadores da Polícia Civil desarticularam uma quadrilha de quatro traficantes que costumava agir naquele local.
Com os acusados, os investigadores encontraram pouco mais de 50 gramas de crack, que estavam no carro de Eduardo Simões e com Leoracilene Pereira de Brito, além de vários maços de cigarros que podem ter sido contrabandeados.
À exceção dos dois usuários, o quarteto “fantástico” foi autuado por tráfico de drogas, associação ao tráfico, receptação e formação de bando ou quadrilha.
FILMAGEM
Segundo o delegado Álvaro Luís Beltrão Ikeda, coordenador do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI), o bando já estava sendo investigado há algum tempo. Um deles, Jailson da Silva, aparece em vídeo filmado pelos policiais no Km 6, vendendo droga para vários usuários, muitos deles menores de idade, idosos e até mendigos.
Em um trecho da gravação, o acusado vende a droga em troca de um relógio de pulso, e em outro, se recusa em vender a droga para um usuário que lhe oferece um cinto e uma pequena quantia em dinheiro.
Em pelo menos duas ocasiões, o acusado repassa dinheiro para pessoas, que provavelmente fazem a distribuição de crack em Marabá.
Em toda a gravação o acusado é cercado por usuários e aviões. Ele usa como camuflagem um bar próximo a uma farmácia e se levanta para atender aos clientes.
A droga é colocada no cós do lado direito do short. Recebia o dinheiro, passava o troco, guardava a carteira no “cofrinho” e somente depois entregava a droga. Mesmo com todos esses indícios ele nega.
A esposa de Jailson, ontem pela manhã, quando falava com à imprensa, negava que tinha qualquer envolvimento com o tráfico de droga e que estava em Marabá há cerca de vinte dias.
Uma investigadora da Polícia Civil fez uma revista minuciosa na mulher e localizou algumas pedras de crack que estavam camufladas no sutiã dela.
ESCONDERIJO
Jailson escondia a droga dentro de um apartamento em um hotel do Km 6. O movimento era tão intenso que ele foi flagrado nas filmagens indo três vezes ao apartamento para apanhar crack.
Quando retornava ele era abordado pelos usuários e vendia a droga em um “buteco” e em uma farmácia. (Diário do Pará)
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