Não se assuste que não é mais uma daquelas tragédias que abalaram o mundo nos últimos dias. Contudo, o caso de um “avião” que acabou “caindo” para policiais militares da 17ª Zona de Policiamento, em Santa Izabel do Pará, carregando 22 “petecas” de pasta base de cocaína, agitou a área.
Arcicleide Santos de Oliveira, 33 anos, deixou Paragominas para ganhar a vida como empregada doméstica em Marituba. Trabalhou duro até conhecer uma mulher conhecida por “Negona”, moradora no bairro Jardim das Acácias, o “shopping da droga” em Santa Izabel do Pará.
Desempregada, Arcicleide Santos resolveu “dar um tempo” na casa de “Negona”, segundo ela desconhecendo o trabalho da “amiga” que, no final da noite de anteontem, pediu para pegar uma encomenda com um homem na rodovia BR-316, nas proximidades da passarela de Santa Izabel do Pará.
“Ela me prometeu pagar R$30,00 e, como estava precisando, resolvi arriscar a empreitada” disse Arcicleide.
Para azar do “avião”, estava em “posição de combate” a viatura 5406 dos cabos Siqueira, Damasceno e soldado Reinaldo, pertencentes a 17ª Zona de Policiamento, comandada pelo capitão Josimar, que vem orientando seus subordinados a abordarem todos os suspeitos de carregar droga no município.
“Quando o mototaxista viu os policiais, tratou de cair fora, deixando o “avião” sem poder “decolar” informou o cabo Siqueira. A acusada foi apresentada ao delegado Marco Antonio que autorizou a lavratura do flagrante delito por tráfico de drogas.
O produto foi encaminhado para exames no Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” e a acusada para o Centro de Recuperação Feminino no Coqueiro.
CONFUSA
Segundo o cabo Damasceno, a história da acusada era confusa. Ela disse não dispor de nenhum documento e, ao chegar à Delegacia de Santa Isabel, deu pelo menos três nomes diferentes. Pela experiência dos policiais, pode ser que ela deva mais alguma coisa à Justiça. (Diário do Pará)
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