Carlos Augusto Pantoja Moía, de 25 anos, conhecido como “Lorta”, saiu há cerca de um ano da cadeia, após cumprir três anos de reclusão em regime fechado. Ele cumpria pena pelo crime de homicídio e também era usuário de drogas.
Na manhã de ontem, Carlos saiu de casa depois que uma pessoa o chamou para fazer o conserto de uma bicicleta. Ao chegar no cruzamento das passagens Álvares Freitas e Caju, dois homens apareceram e executaram Carlos com pelo menos três tiros.
O crime ocorreu por volta de 7h40 de ontem. A irmã de Carlos Augusto, Samantha Pantoja Moía, disse que o irmão era usuário de drogas e que logo cedo uma pessoa passou na casa deles para pedir que “Lorta” fosse consertar uma bicicleta.
Samantha relatou que Carlos Augusto saiu pouco depois dizendo que iria fazer o conserto e disse que não demoraria. Mas ao chegar na passagem Álvares Freitas dois homens se aproximaram de “Lorta” e um deles efetuou três tiros em direção a vítima. Em seguida foram embora. Carlos morreu na hora.
Várias pessoas testemunharam o crime e acionaram a polícia através do Centro Integrado de Operações (CIOP-190). A equipe do Cabo PM Marcos e o soldado David Branco, da 1ª ZPol, foram os primeiros a chegarem na cena do crime.
Eles iniciaram os primeiros levantamentos do crime, mas esbarraram em um conhecido problema: a chamada “Lei do Silêncio”. “Aqui é complicado. É uma área de grande violência e ninguém fala nada”, comentou o soldado Branco.
A reportagem do DIÁRIO testemunhou a informação dos policiais durante a cobertura da matéria. Quase todos que eram abordados para falarem sobre o crime e olhavam para os lados, como se procurassem alguém, sorriam nervosamente e se despediam sem dizer nada. Apenas uma jovem moradora relatou que o medo era de possíveis represálias por parte dos assassinos de “Lorta”. “Se eles virem a gente conversando com vocês, Deus o livre”, disse. Questionada se alguns dos envolvidos no crime estava na área, ela apenas acenou positivamente com a cabeça e em seguida foi embora.
Uma equipe da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, sob o comando da delegada Cláudia Guedes, esteve no local para iniciar as investigações do crime. A irmã de “Lorta” informou aos policiais que o irmão era usuário de drogas e que estaria devendo dinheiro a traficantes do bairro.
A possibilidade de Carlos Augusto ter sido morto em um acerto de contas foi levantada pela polícia. Mas os reais motivos do crime serão esclarecidos durante as investigações. O corpo de “Lorta” foi removido para o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC). (Diário do Pará)
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