Uma quadrilha de estelionatários foi presa em flagrante na tarde de ontem, em um banco na Rua Padre Eutíquio, no bairro Batista Campos. Três pessoas foram presas enquanto tentavam sacar aproximadamente R$ 10 mil em um empréstimo de origem fraudulenta.
Segundo informações da polícia civil, eles já teriam roubado mais de R$ 500 mil usando nomes limpos por meio de documentos falsos, principalmente de aposentados.
O contador João Edson da Silva Lima, 53, o gráfico Laércio Nobre de Abreu, 37, e Francisca Albernnaz Esquerdo, 50 anos, foram presos e encaminhados à Seccional do Marco. Com eles, foram apreendidos diversos talões de cheques, cartões de crédito, cadastros de pessoa física (CPF), certidões de nascimento, aparelhos celulares, identidades falsas, contas de luz (usadas como comprovantes de residência), entre outros objetos.
De acordo com o delegado Éder Mauro, a prisão foi feita a partir de uma investigação que durava cerca de um mês e que teve início após um grande número de aposentados registrar ocorrência de cobranças indevidas na conta bancária.
CONTAS FANTASMAS
“Mais de um mês que estamos investigando esses estelionatários. Eles usavam nomes de pessoas que têm o nome limpo e adulteravam documentos para abrir contas fantasmas. Além disso, eles faziam empréstimos e sacavam o dinheiro normalmente no final do expediente dos bancos para ser mais rápido. Mas hoje nos demos o bote e prendemos esses aí, mas desconfiamos que ainda há mais envolvidos nesse crime”, disse o delegado.
Ainda segundo ele, os estelionatários são os chamados “criminosos sem armas”. “Os estelionatários usam a inteligência e não as armas, por isso costumam usar senhoras de idade para sacar o dinheiro. Depois do saque, eles repartem a grana e depois voltam a agir”.
Os acusados disseram à imprensa que não têm nada a ver com o crime. Um deles, Laércio Nobre, disse ser “laranja” na história. “Sou inocente, fui preso de ‘laranja’ e só tava levando a Francisca no banco para ela abrir uma conta. Conheço ela da igreja e não tenho nada a ver com isso”, contou Laércio.
João Edson também negou participação, mas logo confessou participação ao DIÁRIO. “Nunca participei dessa fraude, cai em uma cilada. Conheci a Francisca ontem à noite em uma praça. É a primeira vez que faço isso”.
Francisca Albernnaz, que tinha o nome de “Maria” em uma das identidades falsas apreendidas, falou à imprensa que Laércio Nobre teria dito ela que conhecia o gerente do banco para facilitar a abertura de uma suposta conta bancária. “Ontem eu fui fazer um empréstimo e ele disse que poderia me ajudar. Hoje ele foi comigo para abrir a conta no banco. Não tenho envolvimento, mas sei que me envolvi porque fui abrir essa conta para fazer o empréstimo sem saber do que se tratava”, disse a acusada.
CRIMES
Mas toda a conversa fiada não colou e os acusados foram autuados pelo delegado Éder Mauro por estelionato, formação de quadrilha, falsificação de documento público e de documento particular, falsidade ideológica e por uso de documentos falsos. (Diário do Pará)
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