A Polícia Civil segue as investigações para localizar os assaltantes que invadiram a casa da mãe do delegado Mário Bermejo Junior e o agrediram violentamente na manhã da última quarta-feira, no bairro do Telégrafo.
Ontem, diligências foram feitas em vários bairros de Belém na tentativa de encontrar os suspeitos, três homens foram detidos e logo em seguida liberados. O objetivo, segundo policiais, foi cruzar informações que possam levar aos verdadeiros autores do crime.
Por volta das 10h, policiais civis das seccionais da pedreira e sacramenta saíram em busca de dois suspeitos. Doze investigadores seguiram em comboio para tentar checar dois endereços no distrito de Icoaraci, apontados nas investigações como esconderijos da dupla de criminosos.
No primeiro local, um comboio de viaturas e policiais descaracterizados se infiltraram na passagem Cabral, no bairro Paracuri I. Depois, a tentativa de encontrar os suspeitos foi deslocada para a rua Padre Julio Maria, no bairro da Soledade.
“Esses são dois, dos quatro endereços apontados como esconderijo dos acusados”, disse o investigador Joselito Carvalho. No local, foram detidos dois homens e encaminhados à Seccional Urbana da Pedreira.
Após passarem por interrogatório, os homens foram encaminhados ao reconhecimento das vítimas. Os dois pedreiros que foram rendidos, amarrados e trancados no banheiro no momento do assalto, foram reconhecê-los e afirmaram que os dois jovens não tiveram participação no crime.
LIBERADO
Diante das informações, os rapazes foram logo em seguida liberados. “Fizemos a detenção dos dois para tentar cruzar as informações e tentar chegar aos verdadeiros assaltantes”, disse o delegado responsável pelo caso Glauco Nascimento, da Seccional Urbana da Pedreira.
Já no final da tarde de ontem, mais um suspeito preso. Um rapaz conhecido como “Buiu” foi apontado como envolvido no caso. Os policiais civis receberam a informação do paradeiro dele e fizeram a busca em um salão de beleza, no bairro do Telégrafo, local onde ele se encontrava fazendo luzes no cabelo. A equipe fez a abordagem e o levou para a seccional para ser feito o reconhecimento.
Os pedreiros retornaram para a seccional e mais uma vez não fizeram o reconhecimento. “Eles tiveram dúvida no momento do reconhecimento, então, não podemos proceder com ilegalidade. Vamos continuar com as buscas”, declarou o delegado Glauco Nascimento.
Segundo ele, a dupla que a polícia tenta encontrar já foi formalmente identificada através de fotos e a prisão “é uma questão de tempo. Nenhuma hipótese está sendo descartada. Estamos trabalhando com imagens do circuito interno de TV de uma loja próxima ao local, além de trabalharmos com informações de outras testemunhas”.
VINGANÇA
Além da dupla de assaltantes, outras duas pessoas podem ter participado indiretamente no fato criminoso. Uma delas impulsionada por vingança, já que o delegado recebia ameaças com frequência. Os nomes não podem ser informados ainda para não atrapalhar as investigações.
Uma das evidências deixadas no momento do crime, segundo Glauco, é um aparelho celular esquecido na residência por um dos criminosos.
“Essas informações ainda estão sendo levantadas nas investigações e logo a sociedade será informada sobre a prisão da dupla de assaltantes que agrediu de forma brutal o delegado Mário Bermejo Junior”.
Outra prova deixada pelos criminosos na residência foi uma calça e um par de tênis usados por um dos criminosos, além do martelo que serviu de arma para agredir o delegado.
“Provavelmente, após a luta corporal travada com o delegado no momento do crime, um dos assaltantes ficou machucado e com a roupa toda ensanguentada e se trocou dentro da residência para fugir sem causar suspeitas”, considerou o delegado, ao acrescentar que “a apreensão será encaminhada ao CPC Renato Chaves para coleta de material genético presente na calça e no tênis. Futuramente, será feito o cruzamento do DNA do sangue das roupas com o sangue dos suspeitos”. (Diário do Pará)
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