Uma denúncia anônima levou policiais militares da 2ª Zpol a prenderem na madrugada de ontem, no bairro de Fátima, Tayná Pantoja, 24 anos. Ela é acusada de tráfico de drogas. Foram apreendidas com ela 48 “petecas” de pasta base de cocaína e R$300,00, provavelmente provenientes do tráfico.
Segundo informou o cabo PM Osmar, da viatura 9214, quando a polícia chegou nas proximidades da residência da acusada, na passagem Boaventura, Tayná Pantoja, ao avistar os policiais, teria tentado fugir.
“Recebemos denúncias informando que na casa da acusada funcionaria uma ‘boca de fumo’ e, ao verificar a situação, fomos até o endereço e vimos ela sentada na frente da casa, mas, quando percebeu nossa presença, ela tentou escapar entrando em casa”, contou.
SUBORNO
O cabo informou ainda que Tayná teria tentado subornar a guarnição. “Fizemos a abordagem, encontramos algumas petecas e, dentro da casa, ao lado de um guarda-roupas, encontramos o restante da droga. Depois, ela tentou nos subornar com os R$300,00, mas não colou”, disse o policial.
Foi dada a voz de prisão e Tayná Pantoja, que está grávida de nove meses, foi levada até a Central de Flagrantes da Seccional de São Brás onde foi apresentada à delegada Rosalina Arraes, que a autuou pelo crime de tráfico de entorpecentes.
Nossa equipe conversou com a acusada, que estava bastante nervosa. Ela contou que, além de estar grávida, é mãe de mais três filhos: um de cinco, um de quatro e outro de dois anos. Tayná assumiu que vendia entorpecentes e explicou que praticava o crime por causa das necessidades que via os filhos passarem.
“Eu trabalhava em uma casa de família como empregada doméstica, mas por causa dos meus filhos, que eu não podia deixar sozinhos em casa, às vezes eu levava para o trabalho e, por isso, acabei sendo demitida. Procurei assistência do Bolsa Família e procurei emprego em todos os lugares possíveis, mas não consegui. Acabei fazendo isso por causa dos meus filhos, não aguentava vê-los com fome e passando necessidades. Com a venda da droga eu conseguia comprar comida e manter a casa”, explicou.(Diário do Pará)
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