Há aproximadamente um mês, Maria do Socorro Lima de Sena e sua filha, Paula de Deus, a sobrinha Andreia Carina e a cunhada Cleice Pantoja compartilharam a mesma dor em virtude do assassinato de Carlos Cristovão Lima de Sena, carinhosamente conhecido como “Carlinho”. Ontem, essas mulheres tiveram um motivo que pode amenizar o sofrimento da família.
No início da tarde, Welligton Mougo Ramos, de 19 anos, que também é chamado de “Neto”, foi preso nas proximidades da avenida Padre Eutíquio, no bairro da Cremação, em Belém. Segundo o delegado Gilvandro Furtado, da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, “Neto” é acusado de ter assassinado Carlos Cristovão, morto com 39 facadas, no dia 20 de agosto deste ano.
De acordo com o delegado, o acusado se encontrava dentro de uma residência, em uma passagem.
NEGAÇÃO
Em depoimento, “Neto” alegou que atualmente trabalhava como carpinteiro no local. Diante da imprensa, ele negou a autoria do crime. “Não assassinei ninguém, não. Vou pagar por uma coisa que eu não fiz”, declarou o acusado.
Ainda segundo “Neto”, ele estava com a família no bairro do Jurunas no dia do crime. No entanto, o delegado Gilvandro Furtado informou ao DIÁRIO que a prisão do acusado ocorreu mediante um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. “Com 30 dias, o inquérito será concluído e encaminhado à Justiça. Em seguida, será solicitada a prisão preventiva dele”, finalizou.
FAMÍLIA
Familiares de Carlos Cristovão estiveram na Divisão de Homicídios ontem à tarde e expressaram toda a revolta, após tomarem conhecimento da prisão do acusado. “Queremos que ele apodreça na cadeia. A justiça tem que ser feita pelo menos uma vez”, desabafou a emocionada Paula de Deus, de 26 anos, sobrinha da vítima.
MOTIVO
De acordo com Paula e seus familiares, “Neto” mantinha um relacionamento amoroso com “Carlinho” e que o desejo do acusado em adquirir uma motocicleta teria impulsionado a execução do crime. “Calculamos que eles tinham um caso há cerca de um ano. Há poucos meses, o ‘Neto’ vinha pressionando o meu tio para comprar uma moto”, revelou a sobrinha.
As suspeitas dos familiares de “Carlinho” cresceram quando perceberam que uma quantia no valor de R$ 6 mil havia sumido da banca de cereais que a vítima gerenciava no complexo do Ver-o-Peso.
A constatação ocorreu um dia após o sepultamento de Carlos Cristovão, dia 23 de agosto. Ainda conforme os familiares, “Neto” foi avistado com “Carlinho” na noite anterior ao crime. (Diário do Pará)
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