“Ele viu que a porta estava aberta, entrou com tudo e matou meu filho”, lamentou Judite Barata da Silva, 74 anos. Ela era avó, mas por tê-lo criado desde criança considerava como um filho Raimundo Anderson Barata da Silva, 25, que foi morto por um tiro na tarde de ontem. O homicídio foi cometido na rua Três Marias, no bairro do Tenoné. A Polícia acredita que a execução foi uma punição sumária devido à vítima ser supostamente informante da polícia, além de vendedor de drogas que não prestava contas devidamente aos credores do tráfico.
Segundo testemunhas, o crime foi cometido em parceria, dois homens chegaram e fugiram do local em uma moto. Conforme relata a avó do eliminado, que assistiu a tudo de perto, a irmã dele, a vendedora Ana Lúcia Barata da Silva, 24 anos, ainda teria tentado impedir a ação do homicida. “Fica sentada aí senão vai junto”, teria gritado o homem que em seguida efetuou o disparo fatal, para desespero da família.
Segundo o delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicídios, muitos traficantes já teriam sido presos graças às informações dadas à Polícia pelo homem executado. “Tinha muita gente que já estava querendo vê-lo morto”, declarou. A família nega que Raimundo fosse usuário de drogas, mas segundo o delegado Guilherme Trindade, da Seccional de Icoaraci, ele já teria passagem pela Justiça. “Eu reconheço esse cidadão. Ele já passou por aqui”, comentou o delegado após observar as imagens feitas pelo DIÁRIO.
A família acredita que o mandante do crime seja um homem conhecido por Fofão, com quem o filho de dona Judite já teria morado por um tempo. (Diário do Pará)
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