O corpo estendido no chão molhado e coberto por um lençol revela mais um homicídio na Grande Belém. O sexto em menos de 24 horas. Na madrugada de ontem, Cláudio Araújo da Silva, 32 anos, foi executado com dois tiros na cabeça, nas dependências de um bar, às margens do Rio Guamá, no bairro do Jurunas. De acordo com familiares, para não levantar suspeitas, o corpo da vítima foi retirado do local do crime e levado até a frente do portão que dá acesso ao trapiche onde funciona o bar, na avenida Bernado Sayão, próximo a rua Engenheiro Fernando Guilhon.
Segundo policiais militares da 4ª ZPol, que estiveram na área, até o momento não se tinha nenhuma suspeita sobre o autor do homicídio. “Aqui prevalece a lei do silencio. Se alguém viu, não fala nada. O fato é que, até agora, não se tem nenhuma informação concreta de quem matou o rapaz”, explicou o cabo PM Corrêa.
Familiares afirmaram que Cláudio nunca teve problemas com a polícia. E que era conhecido pelos vizinhos como um homem trabalhador. “Apesar de não ter um emprego fixo, de carteira assinada, ele nunca foi de ficar parado. Qualquer serviço braçal que aparecia ela fazia para consegui o dinheiro de forma honesta”, afirmou Valmir de Souza, compadre da vítima, que se disse surpreso com o crime. “O Cláudio não era de ser meter em briga. Até agora, a gente se pergunta o que aconteceu?”, completou.
Ainda de acordo com familiares, vários pertences da vítima foram roubados. Entres estes, dinheiro e celular, o que aumenta a chance do crime ter sido um latrocínio. “Mesmo assim, a gente não descarta outras possibilidades. Agora, o motivo mesmo do crime, nós só vamos descobrir com as investigações da polícia civil”, revelou o cabo.
Moradores do bairro, afirmam que no bar, onde provavelmente ocorreu o homicídio, são comuns brigas e desordens entre os frequentadores. “Essa é a primeira vez, que eu tenho conhecimento, que ocorre um homicídio nesse bar. Mas brigas, envolvendo as pessoas que participam das festas são comuns”, disse uma moradora, que preferiu não se identificar.
Nenhum responsável do bar foi encontrado para falar sobre a denúncia dos moradores. No caminho do trapiche até o local onde a vítima foi deixada há alguns indícios de marca de sangue, inclusive alguns completamente descaracterizados de forma proposital. “Aqui jogaram areia em cima do sangue para tentar enganar o trabalho da polícia. Mas o fato é que o homicídio ocorreu aqui mesmo, dentro das dependências do bar”, revelou o cabo Correa.
Policiais Civis da Divisão de Homicídios estiveram no local. Segundo os investigadores, ainda é cedo para fazer qualquer afirmação sobre o caso. Mas a linha de investigação seguirá tanto por execução por acerto de contas.
A concentração de curiosos e a grande quantidade de poças de água no local, formada por conta da chuva, dificultou a passagem de carros na Avenida onde o corpo foi achado e causou um principio de congestionamento na área, que só terminou quando peritos do IML fizeram a remoção do corpo. (Diário do Pará)
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