Um jovem de 23 anos e um adolescente fizeram refém, por cerca de uma hora, a proprietária de uma loja de materiais de construção, na tarde de ontem, na avenida Independência, bairro Nova Esperança, em Ananindeua. A dupla já teria roubado todo o dinheiro do caixa quando foi surpreendida por uma equipe do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam), que percebeu a atitude suspeita dos dois e fez a abordagem, verificando que um deles estaria portando uma arma. Foi então dada voz de prisão, o que teria feito os assaltantes pularem o balcão da loja e usarem o corpo da proprietária como escudo.
Os assaltantes eram Jhemison Ferreira Santos, 23 anos, e um adolescente de 17 anos. Na loja, no momento do assalto, estavam, além da proprietária Simone Santos, 46 anos, o marido dela, o filho e mais dois funcionários. Um deles teria se cortado num pedaço de espelho durante o corre-corre. Rapidamente dezenas de curiosos cercaram o estabelecimento, enquanto a Rotam negociava a soltura da refém. Para libertá-la, Jhemison, que apontava a arma contra a cabeça da vítima, exigiu a presença de uma equipe de TV. A RBATV foi a primeira a chegar ao local, e assim que a câmera foi ligada, o capitão Éricles e o tenente-coronel Neil - que a essa altura já estava no comando das negociações - passaram a exigir o cumprimento do acordo.
“Vocês pediram a imprensa. A imprensa já está aqui. Agora, com calma, larguem a arma e soltem ela”, orientava o capitão Éricles. Antes de libertá-la, os jovens ainda exigiram coletes à prova de bala, que foram arremessados em seguida para eles pelo tenente-coronel Neil, derrubando alguns produtos do balcão. Se abanando por conta do calor que fazia na sala onde se refugiou, a dupla liberou a refém e entregou a arma calibre 38 e todo o dinheiro roubado para a polícia. A proprietária, bastante abalada, rapidamente recebeu da polícia um copo com água para se acalmar e foi retirada do local. Jhemison e o adolescente foram encaminhados à Seccional da Cidade Nova, onde foram autuados em flagrante, por assalto à mão armada, pelo delegado Vicente.
O adolescente declarou que teria sido ele o mentor do crime. Com a arma que ele teria conseguido após a fuga de um bandido que a teria atirado para não ser preso com ela pela polícia, ele e o comparsa estariam em busca de dinheiro “para comprar umas coisas”.
Entretanto, a polícia acredita que o fato do menor assumir ser mentor e dono da arma, é uma estratégia muito comum no meio do crime. “Na linguagem deles [os criminosos], assim ele fica com moral perante os mais velhos. Como pra ele não vai pegar muita coisa por ser menor de idade, é uma maneira fácil de ganhar respeito”, acredita o soldado Abreu, da Rotam. Leia mais no Diário do Pará.
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