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POLÍCIA

Homicida é espancado até a morte em Santarém

A Superintendência de Polícia Civil do Baixo e Médio Amazonas continua investigando o linchamento de um jovem em praça pública. O crime aconteceu no dia 22 de janeiro último, na Comunidade de Curuai, região do Lago Grande, zona ribeirinha de Santarém, oes

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A Superintendência de Polícia Civil do Baixo e Médio Amazonas continua investigando o linchamento de um jovem em praça pública. O crime aconteceu no dia 22 de janeiro último, na Comunidade de Curuai, região do Lago Grande, zona ribeirinha de Santarém, oeste do Pará.

O fato aconteceu quando o jovem João Augusto, conhecido como “Nhambú”, assassinou o colega de pelada Rosivan Silva de Sousa, 26 anos, na Comunidade de Cruzador, próxima à Vila Curuai, um dia antes de ser linchado. Após o crime, João fugiu do local e se embrenhou na mata. Um morador da área conseguiu localizá-lo e o atingiu na perna com um tiro de espingarda. Depois de ser ferido, o jovem foi preso por policiais militares e levado ao Centro de Saúde de Curuai.

Ao chegar a Curuai o jovem foi retirado de dentro do prédio por comunitários. Em seguida foi colocado em praça pública e espancado até a morte por mais de três mil pessoas. Na ocasião, oito policiais militares faziam a segurança do posto de saúde. Por não conseguir conter a ação dos comunitários, os policiais militares acompanharam de perto a morte de João Augusto.

Segundo testemunhas, Rosivan estava na partida de futebol em Cruzador, na tarde de sábado (21), quando, sem esperar, foi surpreendido com uma facada na costa, desferida por João Augusto. Ele foi socorrido por parentes e amigos e levado para o Centro de Saúde de Curuai, mas não resistiu ao ferimento e morreu duas horas após o ocorrido.

REVOLTA

Revoltados com a morte do rapaz na tarde de domingo, durante o velório de Rosivan, parentes e amigos, ao saberem da notícia da prisão de João Augusto, dirigiram-se ao Centro de Saúde tirando o acusado das mãos da polícia e fazendo justiça com as próprias mãos.

Populares afirmam que a fúria dos comunitários foi tão grande que, além de quebrarem toda a cabeça do acusado expondo seu cérebro, ainda destruíram o Centro de Saúde. Um morador que pediu para não ser identificado disse que João ficou agonizando no chão durante uma hora, até morrer. Por conta disso, os enfermeiros do Centro de Saúde fugiram com medo de serem linchados.

INVESTIGAÇÃO

Com o objetivo de elucidar o caso, investigadores da 16ª Seccional Urbana de Santarém, sob comando do delegado Luís Paixão, foram até a Comunidade de Curuai, ainda no domingo (22), onde ouviram moradores que presenciaram o fato. Ao voltar a Santarém, a equipe do delegado Luiz Paixão informou que imagens gravadas em aparelhos celulares por moradores servirão de base para as investigações da Polícia Civil. Disse que suspeitos de terem participação no linchamento já foram identificados. O prazo para que as investigações sejam encerradas é de 30 dias. A Polícia Militar também abriu procedimentos administrativos para investigar o linchamento na Vila Curuai.

(Diário do Pará)

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