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POLÍCIA

Morte de DJ ainda é um mistério

Movimentação, arrombamento e tiroteio. Os assassinos do DJ Vando dos Santos Diniz, 32, da aparelhagem “Mega Pressão”, fizeram barulho durante a prática de homicídio, na manhã de ontem, às 7h, no conjunto Ariri, bairro 40 Horas, município de Ananindeua, no

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Movimentação, arrombamento e tiroteio. Os assassinos do DJ Vando dos Santos Diniz, 32, da aparelhagem “Mega Pressão”, fizeram barulho durante a prática de homicídio, na manhã de ontem, às 7h, no conjunto Ariri, bairro 40 Horas, município de Ananindeua, no kit-net onde ele morava há pouco tempo. Mesmo com o barulho, a lei do silêncio impera e ninguém informou nada a respeito do caso.

“Vandinho”, como era conhecido, estava no kitnet na companhia de uma mulher que se apresentou como namorada do DJ, Marcilene dos Santos Lopes, 20, e rodeado de vizinhos, pois ele morava em uma vila estreita, onde uma casa fica encostada na outra. E ontem, pela manhã, quatro homens chegaram e arrombaram a porta de ferro. Após o arrombamento, eles invadiram a moradia da vítima e fizeram vários disparos, pelo menos cinco tiros foram dados contra o DJ, que morreu na própria cama.

Enquanto isso, a suposta namorada da vítima, que presenciou todo o crime, conseguiu se salvar. Em depoimento à polícia, ela declarou que os assassinos chegaram arrombando a porta. “Fizeram muito barulho, mas ninguém ajudou”. Nervosa com a presença da imprensa na Seccional da Cidade Nova, no momento que prestava depoimento ela escondia o rosto.

“Eu não posso aparecer, já estão me ameaçando”, foram as primeiras palavras da moça. Em seguida, ela disse que namorava o DJ há um ano e três meses e que chegou a ser alvo dos bandidos. “Eles chegaram atirando aí eu me levantei da cama, um deles chegou a colocar o revolver na minha cabeça, mas a arma não pegou”, disse a namorada do DJ. Com relação ao reconhecimento dos autores do crime, ela informou que fica difícil de fazer o reconhecimento, pois ela sentiu medo e não quis ficar olhando. Ontem, o DJ ainda tocou em uma festa no Kalamazoo.

PRESENÇA DE MULHER DESPERTA DÚVIDAS

Além da tristeza, algumas pessoas da família da vítima também sentiram indignação e dúvidas a respeito da presença da mulher que se diz namorada de “Vandinho”. Uma adolescente, que se identificou como sobrinha do DJ, disse que não sabia o motivo do crime contra o tio. E a respeito de Marcilene ela informou que viu o tio algumas vezes com a moça. “Eu vi os dois juntos poucas vezes, não sei se ela era namorada dele”, disse a adolescente.

Quem também apresentou a mesma versão a respeito da moça foi o pai da vítima, Luis Diniz, que disse que o filho estava separado da companheira há pouco tempo e que não tinha conhecimento se ele já estava namorando com Marcilene. “Ele estava separado há pouco tempo, inclusive essa ex-mulher dele teve filho ontem no interior. Com relação a essa moça (Marcilene) eu não sei nada dela, nem conheço, mas algumas pessoas chegaram a ver os dois juntos durante uns dias aí”, declarou o pai da vítima.

INVESTIGAÇÃO

Policiais da Divisão de Homicídio estiveram no local do crime e fizeram levantamento, ainda ontem pela manhã. A equipe deslocou-se até a Seccional da Cidade Nova, onde Marcilene encontrava-se. Um policial chegou a fazer a foto da moça, indícios de que ela pode ter participação no crime.

Ontem, o delegado de plantão da Central de Flagrante, Carlos Alexandre de Miranda, informou que a polícia já tem algumas informações, mas ainda era cedo para fazer qualquer tipo afirmação. “A divisão vai trabalhar com algumas linhas de investigação, surgiu uma informação que o ex-namorado de Marcilene era muito violento, mas ainda não sabemos de fato o que ocorreu”, disse o delegado.

Outro fato a ser investigado pela polícia é a respeito do patrão da vítima, o dono da aparelhagem, pois tudo indica ser um homem identificado por “Tuta”, traficante conhecido, no bairro do 40 Horas.

AMIGOS

Antes do corpo do DJ “Vandinho” ser removido pelo Centro de Perícias Cientificas “Renato Chaves”, compareceram ao local alguns amigos DJs e, inclusive, o vereador de Ananindeua conhecido por Louro Frango, ele chegou a se apresentar à polícia e informou que era amigo da vítima.

(Diário do Pará)

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