Após quatro meses do assassinato brutal do pastor José de Arimatéia da Silva Bastos, 45 anos, familiares e amigos resolveram se reunir em frente da sede da Divisão de Homicídios, no bairro de São Brás, para pedir mais celeridade no processo de investigação sobre a morte do líder comunitário.
O manifesto pacífico começou por volta das 9h. Munidos com faixas pedindo justiça, o grupo com 20 pessoas tentava chamar atenção da sociedade e das autoridades para que o caso não fosse esquecido. “Nós queremos reivindicar que esse crime não se apague com o tempo. Com o passar dos dias, as pessoas vão esquecendo, mas queremos um resultado”, enfatizou a viúva Ane Bastos.
Ela comentou que apesar de sempre manter contato com o delegado responsável pelas investigações, Eduardo Rolo, nenhuma informação sobre o andamento do inquérito está sendo repassada. “Não sabemos como estão as coisas. A reconstituição do crime já foi feita, mas ainda não temos o resultado”, comentou Ane. A viúva ainda disse que o delegado pretende encerrar o inquérito antes mesmo de solucionar o crime.
SIGILO
Delegado Rolo não quis conversar com o DIÁRIO. Ele afirma que as informações são sigilosas e que podem prejudicar na continuidade das investigações. Conforme o delegado titular da Divisão de Homicídios, Gilvandro Furtado, o inquérito está tramitando e já existem suspeitos do assassinato. Ele comentou que mais informações não podem ser divulgadas, pois prejudicam nas investigações. O resultado da reconstituição deve ficar pronto em 15 dias.
O CASO
A morte do pastor José de Arimatéia, líder comunitário da Invasão Canaã, que abriga cerca de três mil famílias, localizada no Km 19 da BR-316, aconteceu no dia 6 de outubro de 2011. Ele foi morto com seis tiros na cabeça, em sua própria residência, por dois homens que estavam em uma moto.
José de Arimatéia vinha sendo perseguido, pois estava brigando na Justiça pela posse de 38 hectares de terra da invasão que não possuía documentação, mas teria sido vendida para empresários, que compraram 13 hectares em um leilão, no valor de quatro milhões.
(Diário do Pará)
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