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POLÍCIA

Mapa do Extermínio da juventude será elaborado

O extermínio de jovens é uma constatação, que se estampa nas páginas dos jornais na Grande Belém e em todo o Estado do Pará, semanalmente. Mas, oficialmente as instituições que atuam na defesa dos direitos humanos no Estado não sabem exatamente os dados s

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O extermínio de jovens é uma constatação, que se estampa nas páginas dos jornais na Grande Belém e em todo o Estado do Pará, semanalmente. Mas, oficialmente as instituições que atuam na defesa dos direitos humanos no Estado não sabem exatamente os dados sobre essa chaga social que consome grande parte da juventude local, muitos ainda na adolescência. Liderados pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, as entidades de defesa dos direitos humanos de todo o Pará cobram das instituições de segurança pública e Ministério Público do Estado, a divulgação mensal do número de execução de jovens entre 12 e 25 anos, com a finalidade de elaborar um diagnóstico preciso, uma espécie de mapa do extermínio da juventude, documento que servirá de base para elaboração de políticas públicas voltadas para conter o problema, que se acentua a cada dia, de acordo com a assessora jurídica da CDH da AL, Leslie Batista. Hoje, a partir das 9h, na sala da comissão na Assembleia Legislativa, os representantes das entidades darão entrevista coletiva para explicar o projeto.

A advogada explica que em novembro de 2011, após a execução sumária de seis adolescentes no distrito de Icoaraci por um grupo de ex-policiais militares, o Grupo de Monitoramento formado pela CDH da AL, Centro de Defesa de Direitos da Criança e do Adolescente - Cedeca/Emaús, Conselho Estadual de Direitos da Criança e do Adolescente, Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, Conselho Municipal de Direitos Humanos, Comissão Justiça e Paz da CNBB, Laboratório de Análise das Políticas Públicas de Segurança e Direitos Humanos (Ladis/UFPA) e ONG Icoaraci Periferia, se reuniu em audiência, onde foram solicitadas informações à Secretaria de Segurança Pública, à Delegacia Geral da Polícia Civil, ao Instituto Médico Legal e ao Ministério Público Estadual, sobre todos os homicídios de pessoas nessa faixa etária, ocorridos no período de 2007 a 2011 no Estado do Pará. As entidades afirmam que precisam dos dados oficiais para trabalhar com precisão, inclusive, a fim de acompanhar os inquéritos policiais sobre as mortes dos jovens.

MINISTÉRIO PÚBLICO
Segundo Leslie Batista, apenas o Ministério Público do Estado respondeu ao requerimento das entidades. Porém, estranhamente, a Procuradoria Geral de Justiça informou que não dispunha dos dados específicos solicitados. Ela acredita que com boa vontade as promotorias criminais e da infância podem fazer um levantamento sobre esses homicídios em todo o Estado. Desta forma, pode-se verificar, especificamente, onde o problema é maior, quais localidades estão sendo mais executados, que tipo de execução, qual a faixa etária, escolaridade, renda familiar e todos os outros aspectos. “Não se trata de uma questão política, mas precisamos resolver esse problema através da política”, ressalta a advogada da CDH da AL. Para Leslie, é preciso agir o mais rápido possível a fim de interromper o ciclo de execuções da juventude, por isso, o diagnóstico é a única forma de se pensar em formas de controle do problema no Estado do Pará.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Segurança Pública informou que a instituição realiza mensalmente a análise criminal da violência na Grande Belém, através da Secretaria Administrativa de Inteligência, mas que ontem, por decreto governamental, a área administrativa da Segup não funcionou, porém retoma as atividades hoje. (Diário do Pará)

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