Um suposto acerto de contas é apontado pela polícia como a principal causa da morte de Waldicley Silva de Oliveira, vulgo “Preguinho”, 25 anos. Morto a facadas, na madrugada de ontem, no loteamento Warislândia, no bairro Icuí-Guajará, em Ananindeua. Segundo a polícia, o jovem já tinha sido preso por roubo e atualmente estava foragido da Colônia Agrícola “Heleno Fragoso”, em Santa Isabel.
“Tudo indica que o homicídio foi motivado por acerto de contas, já que a vítima era envolvida no mundo do crime e mexia com produtos roubados”, revelou o cabo PM Ricardo Araújo, da 3ª Zpol, que fazia a segurança do local do crime.
Familiares de Waldicley negaram a versão dada inicialmente pela polícia. De acordo com eles, o crime foi motivado apenas pelo excesso de bebida alcoólica de um suposto colega da vítima, identificado como Davi. Segundo eles, a vítima já teria abandonado o mundo do crime há algum tempo e atualmente fazia serviços de limpeza de ruas para a Prefeitura de Ananindeua. “Eu não nego que o meu sobrinho já foi envolvido com a criminalidade, mas agora ele estava longe disso. Desde que saiu do Heleno Fragoso, ele vem se esforçando para ter uma vida honesta de trabalhador. Tanto que atualmente ele estava ‘fazendo uns bicos’ por aí para levar uma vida decente”, contou uma tia da vítima.
ainda segundo a mulher, Waldicley havia passado a noite num bar em companhia de outras pessoas comemorando o carnaval, quando teria começado uma discussão com o homem conhecido como Davi. “Depois dessa discussão, ninguém mais viu os dois. E a gente só teve notícia agora, quando acharam ele toda ensanguentado jogado aqui na rua”. Vizinhos confirmaram os relatos da tia da vítima e disseram que o suspeito é morador do loteamento.
A ex-mulher de Waldicley, Tais Judith Proença, que esteve na Seccional Urbana da Cidade Nova para registrar o caso, disse desconhecer a existência de um suspeito. Ela contou que estava separada do marido há dois dias, mas mesmo assim os dois viviam na mesma casa. “Apesar de morar junto, o nosso contato ultimamente era bem pouco. A última vez que o vi foi na noite de terça-feira, quando ele disse que ia sair para pular carnaval e não tinha hora para voltar”, contou.
O caso foi registrado pelo delegado Paulo David Correa, da central de flagrantes da Cidade Nova, e será investigado em parceria com policiais da Divisão de Homicídios. (Diário do Pará)
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