Na tarde do último sábado, policiais da 8ª ZPOL impediram mais uma execução em Icoaraci. Um homem que não quis se identificar teria sido ameaçado de morte por um homem identificado como Marcelinho, próximo à Seccional de Icoaraci. A PM ficou de guarda e o suspeito descrito pela vítima voltou em uma moto, mas antes de ir até o homem marcado para morrer, foi conferir se na Seccional havia policiais. Foi quando a PM deu o bote, dando voz de prisão ao suspeito. Marcelinho reagiu e foi baleado pela polícia na troca de tiros.
Apesar de baleado, ele conseguiu se meter numa viela de difícil acesso, onde ainda teria trocado mais tiros com os policiais e conseguido despistar a polícia.
O crime supostamente ocorreria porque um homem conhecido por Marcelinho acredita que o irmão dele, conhecido como “Ferro”, teria sido assaltado por um comerciante que não quis se identificar. A intenção, segundo a “quase vítima”, seria motivado por vingança e drogas.
“Encontrei com ele ontem [sexta-feira] e começamos a beber. Depois de um tempo, ele começou a contar que o irmão dele, chamado ‘Ferro’, havia sido roubado e que ele desconfiava que tivesse sido eu. Hoje [sábado] eu fui até onde o irmão dele mora para esclarecer isso. Como ele não estava eu peguei o número dele”, narrou a vítima.
Segundo o comerciante, Marcelinho teria voltado a procura-lo pela manhã do último sábado para cobrar novamente o assalto do irmão. A vítima então explicou que poderia ligar ali, na frente do Marcelinho, para falar com ‘Ferro’ e esclarecer isso. “Ele ficou muito nervoso quando argumentei e disse que voltaria depois para resolver isso”, sentenciou o suspeito, que em seguida foi pedir proteção policial.
PERSEGUIÇÃO
Após a troca de tiros, várias outras viaturas chegaram, iniciando assim uma intensa perseguição pelas vielas próximas à seccional, que vão desembocar à beira do rio Maguari. A comunidade denunciou a troca de tiros entre policiais e suspeito, por considerar isso imprudente, devido a presença de crianças e idosos nas casas.
Os policiais disseram que quando um homem atira contra a polícia, é preciso revidar. Recomenda-se que em casos como esse, as pessoas não saiam das suas casas para olhar, e sim que elas se protejam.
Apesar das investidas da polícia, até o momento que a equipe do DIÁRIO acompanhou as buscas, o suspeito não foi encontrado. (Diário do Pará)
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