O delegado Antônio Miranda Neto, diretor da Seccional Urbana de Parauapebas, sudeste do Pará, deve viajar na próxima semana, para São Luís do Maranhão, com objetivo de recambiar ao Pará a presa de justiça Delma Pereira de Souza. Ela foi presa ontem (27) na cidade de Mirador, interior do Maranhão, em função de mandado judicial de prisão preventiva decretada pela 3ª Vara da Comarca de Parauapebas sob acusação da autoria da morte de seu bebê recém-nascido, na noite de 21 de dezembro de 2011, na área do Projeto Salobo, em Marabá. Ela está indiciada por homicídio qualificado.
O delegado Miranda Neto explica que, após o decreto judicial da prisão, há cerca de 20 dias, a equipe da Seccional Urbana de Parauapebas passou a fazer trabalho de levantamento para localizá-la. Os policiais descobriram que Delma de Souza havia fugido para Mirador, no Maranhão.
Delma Pereira de Souza permaneceu internada até o dia 23 de dezembro, no hospital Yutaka Takeda, na região de Carajás, onde foi ouvida em depoimento pelo delegado Bruno Fernandes. De acordo com o depoimento de uma testemunha, a mulher estava alojada em um dos aposentos de uma empresa que presta serviços ao projeto. "No início da noite de 21 de dezembro, Delma sentiu dores do parto e deu à luz um bebê do sexo masculino. Aproveitando a ausência das companheiras de quarto, ela o matou com um alicate de maquiagem ferindo-o à altura do pescoço", apurou o delegado Bruno Fernandes.
Depois, ela escondeu o corpo em uma gaveta no guarda-roupa do alojamento. Em conversa com as colegas de quarto da acusada, a testemunha apurou que Delma Pereira escondia a gravidez, usando cinta apertada à altura da barriga, mas as mulheres desconfiavam do comportamento da colega, que andava enjoando certos tipos de alimentos.
Após o parto, Delma Pereira pediu socorro e foi encaminhada às pressas com intenso sangramento ao hospital Yutaka Takeda. Desconfiadas da colega, as mulheres vasculharam o quarto dela e, para a surpresa delas, encontraram o bebê já sem vida escondido no guarda-roupa do alojamento. O fato foi comunicado à Polícia Civil onde o inquérito foi instaurado para apurar se o bebê já nasceu morto ou se foi assassinado.
Delma foi ouvida em depoimento e passou por uma acareação junto a testemunhas do fato. Ao delegado, ela admitiu que escondeu a gravidez, mas negou o tempo todo ter assassinado o bebê. Com o andamento das investigações, as provas mostraram a materialidade da autoria do crime pela acusada. Diante disso, a ordem de prisão foi decretada e a acusada passou a ser considerada foragida. Agora, na condição de presa de Justiça, ela irá responder pelo crime em Marabá em regime fechado. (As informações são da Polícia Civil)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar