Um português de 47 anos é acusado pela polícia de agredir a facadas e golpes de martelo de cozinha mãe e filha paraenses em Lisboa, no domingo. De acordo com informações da Rádio CBN, Bruno Almeida atacou a companheira, Ester Xabregas, de 43 anos, e filha dela, Erillen Gaia, de 21, internada em estado grave em um hospital público da cidade. O agressor foi detido pela polícia portuguesa.
O desentendimento entre o português e as brasileiras teria começado na segunda-feira da semana passada, de acordo com a polícia, quando Almeida imaginou uma suposta relação incestuosa entre mãe e filha.
Segundo o jornal português Correio da Manhã, Ester teria decidido separar-se de Bruno após ouvir uma gravação que supostamente mostrava barulhos no quarto onde dormiam mãe e filha, no apartamento onde viviam. O periódico português diz, ainda, que a igreja frequentada pelo casal, Nova Aliança, impedia ambos de manterem relações sexuais antes do casamento.
Almeida já teria agredido uma ex-mulher na França e fugido para Portugal, segundo o jornal. Nesta quarta-feira ele deveria ser apresentado no tribunal de instrução criminal de Lisboa, onde serão aplicadas medidas cabíveis até o julgamento.
Em Belém do Pará, Heron Xabregas, que é filho de Ester, disse que o argumento do agressor não procede.
“Minha mãe e minha irmã não têm essa relação incestuosa, como ele diz. Os argumentos dele são de alguém que não está em seu estado natural”, disse Heron, à Rádio CBN.
Heron, que embarcará nos próximos dias para Portugal, quer que justiça seja feita e pediu a ajuda do Itamaraty, que informou que o consulado geral em Lisboa já está em ciente e acompanhando o caso.
TESTEMUNHA
Um vizinho das brasileiras disse ao Correio da Manhã que as duas gritaram muito por ajuda. “Elas gritavam muito. A mãe ainda veio à janela gritar por ajuda. Quando cheguei à porta elas estavam trancadas e batiam à porta. Chamamos a PSP, que chegou em poucos minutos. A Ester caiu logo no hall do prédio. Quando a polícia chegou, Bruno já tinha mudado de roupa e as mãos estavam lavadas”, disse. O sangue nas paredes e no chão era bem visível na casa. (Diário do Pará)
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