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POLÍCIA

Execução: mulher perde a vida para as drogas

Todos os familiares de Meriely Silva Miranda, de 32 anos, culpavam a maldita droga para a tragédia que abalou a família no final da noite desta sexta-feira (30). Meriely foi executada com três tiros de pistola 380 na esquina da travessa Soledade com a 5ª

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Todos os familiares de Meriely Silva Miranda, de 32 anos, culpavam a maldita droga para a tragédia que abalou a família no final da noite desta sexta-feira (30). Meriely foi executada com três tiros de pistola 380 na esquina da travessa Soledade com a 5ª Rua, no bairro do Paracuri, distrito de Icoaraci.

Segundo os primeiros levantamentos do sargento Osvaldo, da viatura 9309, pertencente ao efetivo da 8ª Zona de Policiamento, a vítima estava na esquina quando dois motoqueiros utilizando capacetes estilo “Robocop” se aproximaram e o garupa disparou a arma, matando Meriely Miranda.

Embora a rua seja iluminada e com bastante movimento de pessoas e veículos, a “Lei do Silêncio” prevaleceu e ninguém ousou testemunhar para tentar identificar os matadores e a placa da motocicleta utilizada para a fuga dos assassinos.

Poucos minutos depois do homicídio, o irmão da vítima, Fabrício Miranda, chegou chorando e, abraçado ao corpo da irmã, lamentava sua morte. “Eu te disse para sair desta vida e você não me ouviu. Agora estamos chorando, e o que vai ser dos teus cinco filhos?”, disse Fabrício Miranda.

Pouco depois, a mãe da mulher assassinada chegou aos prantos e, mesmo amparada por familiares, conseguiu se agarrar ao corpo de Meriely, condenando a vida que a filha levava, lembrando-se de um passado não muito recente. “Eu conversei muito quando ela passou uma temporada no Hospital do Pronto Socorro vítima de várias facadas, quando tentaram contra a vida dela por dever ao tráfico”, disse a mãe aos investigadores da Divisão de Homicídios que fizeram o levantamento de local de crime.

Para os policiais militares que fizeram o isolamento do local, o crime teve características de “acerto de contas”, até porque já havia um indicativo que no ano passado tentaram matar a mesma no bairro do Paracuri.

O delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, coletou informações junto à família que servirão para subsidiar o inquérito policial que será apurado pela Seccional Urbana de Icoaraci e tentar identificar matadores e mandante do crime.

Peritos do Instituto de Criminalística recolheram no local duas das três cápsulas de bala calibre 380 que mataram Meriely Silva Miranda. Elas servirão para encontrar evidências e, assim, elucidar o caso. No corpo da vítima havia três perfurações a bala, que a levaram ao óbito. (Diário do Pará)

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