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POLÍCIA

"Rambo" foi preso com um arsenal em casa

Nem as palavras sábias do mestre proferidas antes de ser levado a cruz conseguiu amenizar o ódio que o lavrador Felipe Moraes da Silva de 53 anos sentiu ao ser flagrado pela companheira Maria da Conceição Trindade, de 60 anos, metendo um “gorós” em uma ba

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Nem as palavras sábias do mestre proferidas antes de ser levado a cruz conseguiu amenizar o ódio que o lavrador Felipe Moraes da Silva de 53 anos sentiu ao ser flagrado pela companheira Maria da Conceição Trindade, de 60 anos, metendo um “gorós” em uma baiuca na invasão irmã Doroth no Mosqueiro distrito de Belém.

Felipe Moraes da Silva conseguiu ser o “Cristo” nesta Sexta-feira Santa e acabou preso não por soldados romanos e sim por uma guarnição sob o comando do cabo Raimundo Barroso que foi acionado pelo rádio dando conta que na rua Tancredo Neves no Carananduba um homem estaria ameaçando a companheira com uma arma de fogo.

“Quando minha guarnição chegou ao local indicado na ocorrência o homem nos recebeu permitindo que adentrássemos no imóvel encontrando um farto arsenal de armas caseiras e munição”, informou o cabo Raimundo Barroso.

Bem perto da residência foi localizada a companheira do indiciado e ambos levados para a Seccional Urbana do Mosqueiro onde a autoridade de plantão diante do testemunho da vítima e as armas encontradas, autuou Felipe Moraes por violência doméstica e porte ilegal de arma.

A doméstica Maria da Conceição Trindade disse que convive com o “pinguço” há oito anos e ao chegar a casa presenciou ele “metendo a cara no mato” em um boteco. “Ele não gostou de eu vê-lo e em seguida entrou em casa me acusando de estar com outro macho colocando chifre nele”.

Segundo a companheira, por ele possuir arma de fogo, e temendo por sua integridade tratou de “capar o gato” antes que Felipe retornasse.

O lavrador se justificou dizendo que a companheira é que tem um “ciúme mortal” ele sendo que ela viu uma mulher no boteco onde ele estava o que a deixou transtornada. “Ela pensou que eu estava na sacanagem, mas a mulher é esposa de um amigo” disse.

Felipe Moraes justificou a posse das armas estilo “bufetes” dizendo que as mesmas servem para caçar animais silvestres nas matas do Mosqueiro sendo que nunca foi preso nem processado. Mesmo com esta justificativa o delegado de plantão o autuou por dois crimes colocando-o a disposição da Justiça. (Diário do Pará)

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