Um micro-ônibus que faz linha Beija – Flor/Castanheira foi assaltado, no km 02 da Rodovia Br-316, bairro da Guanabara, no final da noite da última segunda-feira (9) por um adolescente de 14 anos e um maior que segundo testemunhas, usava um revólver calibre 38. No momento do roubo existia um terceiro envolvido, José Messias Ribeiro Maia, 18, mas segundo a polícia, ele teria sido forçado a participar do assalto e acabou sendo espancado pelos passageiros.
O motorista do coletivo, Ivo Diniz, 63, falou que os três subiram em uma parada de ônibus em frente a uma galeria, localizada no km 01, da BR-316. “Logo depois que eles subiram, o maior que estava com a arma ficou com o revólver todo o tempo apontado para o meu pescoço e ameaçava matar todo mundo. Enquanto isso, o adolescente tomava todos os pertences dos passageiros”, contou.
O motorista disse que foi obrigado a entrar em uma rua que não tinha saída. Ele disse que “após os assaltantes tomarem os pertences das vítimas, os dois desceram e um deles ficou dentro do coletivo”. Este último era José Messias, que teria sido obrigado a participar do assalto e acabou levando uma verdadeira surra dos passageiros.
O motorista e os passageiros do coletivo foram registrar boletim de ocorrência na Seccional Urbana da Marambaia. Segundo o delegado Arnaldo Mendes, José Messias teria sido forçado e ameaçado a participar do assalto.
“O José foi intimidado pelo adolescente que tem quatorze anos e pelo maior que já o identificamos pelos apelidos de ‘Robgol’ e ‘Tsunami’. Ambos foram os mentores do assalto, enquanto que o José acabou sendo espancado pelos passageiros por acharem que ele era um assaltante, mas na verdade, ele também foi vítima deles”, explicou.
SERÁ?
Procurado pela nossa equipe, José Messias contou que conhece os dois assaltantes. “O Robgol me ligou dizendo que tinha uma bola para a gente jogar. Ele queria falar comigo e marcou na parada de ônibus. Quando cheguei, ele disse que a gente iria até Marituba marcar o jogo e até ofereceu pagar a minha passagem, foi quando ele me falou que ia assaltar um ônibus. Eles dois me ameaçaram e me obrigaram a participar do roubo. Entramos no ônibus e logo depois ele puxou uma arma. Eu não sabia de nada. Nem sei o que fazer e como agir depois disso”, alegou. (Diário do Pará)
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