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POLÍCIA

Vítimas de calote superlotam delegacia de Jacundá

Mais de 800 clientes da loja Eletroshow já procuraram em menos de 24 horas a Delegacia de Polícia Civil de Jacundá para registrar Boletim de Ocorrência contra a empresa. De acordo com o delegado Marcos Cruz, responsável pelo inquérito que apura a fraude m

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Mais de 800 clientes da loja Eletroshow já procuraram em menos de 24 horas a Delegacia de Polícia Civil de Jacundá para registrar Boletim de Ocorrência contra a empresa. De acordo com o delegado Marcos Cruz, responsável pelo inquérito que apura a fraude milionária aplicada pelo sistema de compra premiada que era operado pela empresária Eniza Teodoro Tibúrcio, 58 anos, e sua filha Núbia Cristina Teodoro Tibúrcio, na cidade de Jacundá, há pelos menos sete anos, o número de clientes é incalculável. Senhas estão sendo distribuídas para atendimento das vítimas.

Sabe-se que a empresa tem dívidas milionárias com centenas de clientes espalhados nas cidades de Jacundá, Goianésia do Pará, Nova Ipixuna, Rondon do Pará e até mesmo no Estado do Maranhão.

O delegado Marcos Cruz cumpriu mandado de prisão e apreensão de objetos na manhã de segunda-feira, 9, na residência da empresária e na sede da empresa, localizada na rua Jatobal. Diversos livros fiscais, lista de clientes e outros documentos, além de computadores, foram apreendidos pela polícia, que acatou ordem da Justiça de Jacundá.

Baseado nos depoimentos de vítimas lesadas pelo sistema “Pirâmide da Sorte”, o Ministério Público, através da promotora Igea Magalhães, requereu ao Poder Judiciário uma intervenção a favor dos clientes. E a juíza Elane Neves expediu o referido mandado.

E o que seria a realização de um projeto de vida para centenas de clientes espalhados por diversas cidades do Pará e Maranhão agora é um problema de dimensões preocupantes, como diz a vítima Maria das Dores, que investiu na aquisição de uma moto Pop. Por enquanto, segundo Marcos Cruz, as duas mulheres estão presas numa das celas da Depol de Jacundá “e somente a Justiça pode revogar o mandado de prisão preventiva”, afirma o policial.

Eniza e Núbia criaram a empresa Eletroshow havia menos de sete anos. As fundadoras da empresa fizeram muita gente feliz, principalmente nos primeiros anos de atuação. “Eu ganhei três motos e paguei muito pouco por elas. Agora tenho apenas R$ 5 mil na casa”, confessou o ex-contemplado Raimundo dos Santos. (Diário do Pará)

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