Já próximo dos dois meses de cometido o assassinato contra o primo, Brenner Willi Pantoja, 21, achava que estava tudo tranquilo para o seu lado. Aos poucos ele passou a frequentar o local onde mora, onde foi cometido o crime. Mas a população não esqueceu e fez denúncia aos policiais da Seccional da Cremação e, na manhã desta quarta-feira, Brenner foi preso.
Desde o dia do crime, último 29 de fevereiro, que a família de Brenner não negou a autoria de assassinato contra Andreo Vasconcelos, 31. Após os três disparos contra o primo, Brenner fugiu da casa da mãe, mas permaneceu morando no bairro do Guamá. Nos últimos dias, ele passou a frequentar a casa da família achando que já estava esquecido.
Mas a população não se esqueceu do episódio e teve a iniciativa de fazer a denúncia anônima. Há duas semanas que Brenner vinha sendo monitorado pelos policiais civis da Cremação em conjunto com o policiamento velado da polícia militar. E na manhã de ontem, foi feito o cerco próximo ao kit-net onde ele estava morando e, no momento que ele saiu de casa, por volta de 10h, foi feita a abordagem.
“Nós esperamos o momento certo, a prisão dele já estava programada para o feriado da semana santa, mas não deu certo e, hoje (ontem), realizamos a prisão”, declarou Carlos Moreira, chefe de operações da unidade policial.
O crime
Após o horário de almoço do dia 29 de fevereiro deste ano, Brenner atirou contra o próprio primo, os dois eram vizinhos. Segundo Brenner, o que lhe levou a cometer o homicídio foi devido Andreo ter alterado a voz com sua mãe. E a causa da briga seria por uma dívida de R$ 50,00, que Andreo tinha que pagar pela compra de um telefone celular.
No momento do pagamento houve a discussão e Brenner resolveu sair de casa, no retorno, já na hora do almoço, foi até a casa do primo armado só para fazer os disparos e de imediato fugiu do local, mas várias pessoas presenciaram o crime. (Diário do Pará)
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