Dirigir motocicletas na Região Metropolitana de Belém se tornou um grande desafio para motoqueiros, principalmente, quando chove forte e durante a noite, quando a visibilidade e a imprudência chegam a zero e o resultado vem se tornando trágico e com sequelas muito delas irreversíveis.
Em menos de uma hora, o DIÁRIO registrou dois graves acidentes envolvendo motocicletas em áreas distintas na grande Belém. Na avenida Pedro Álvares Cabral, uma das mais movimentadas, um motoqueiro saiu com ferimentos graves durante uma batida violenta próximo ao canal São Joaquim, no bairro do Barreiro.
O cabo Sena, da 5ª Zona de Policiamento, informou que através do Ciop, foi informado que um motoqueiro estava embaixo de um ônibus na Pedro Álvares Cabral, depois que teria sido fechado por um carro preto que trafegava em alta velocidade.
“Testemunhas disseram que estava chovendo forte e o carro fechou o motociclista, que acabou perdendo o controle da moto indo parar debaixo do ônibus que trafegava em sua faixa”, informou o cabo Sena da 5ª Zona de Policiamento.
Desacordado e colocando muito sangue pelo nariz, boca e ouvido, embora estivesse com capacete e todos os equipamentos de segurança, o motociclista que não foi identificado acabou socorrido por uma equipe do Samu 192 e levado em estado grave para o Hospital Metropolitano, em Ananindeua.
Simultaneamente, na avenida Centenário com a rua major Seda no bairro do Bengui, outro motociclista se envolveu em outro acidente, chocando seu veículo contra um carro particular, vindo a sofrer vários ferimentos pelo corpo. O rapaz foi socorrido por uma equipe de resgate do Corpo de Bombeiros e levado para o Hospital Metropolitano.
A moto, com bastante avarias, ficou no local a espera da perícia do Detran, que vai identificar as causas do acidente. Uma testemunha, que estava em uma parada de ônibus a menos de 30 metros do acidente, disse que estava chovendo forte quando o motoqueiro tentou sair da rua Major Seda para pegar a Centenário, quando bateu no veículo.
“Neste trecho acontece acidentes todos os dias e não há muito que fazer. O motorista tem que fazer um exercício de paciência para dirigir por ele e pelos outros”, informou o taxista Nereu de Alcântara. (Diário do Pará)
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