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Um dia após o fim da greve dos servidores do Hospital de Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, na 14 de Março, a sensação não foi de alívio para a população que continua apreensiva com a greve dos médicos que segue por tempo indeterminado. Os médicos q

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Um dia após o fim da greve dos servidores do Hospital de Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, na 14 de Março, a sensação não foi de alívio para a população que continua apreensiva com a greve dos médicos que segue por tempo indeterminado.

Os médicos que estavam em estado de greve desde o mês passado, decidiram paralisar suas atividades na quarta-feira (20) quando os servidores do Pronto-Socorro ainda estavam parados. Além da implementação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos, a categoria exige a melhoria nas condições de trabalho. “Uma das pautas mais importantes diz respeito a essas melhorias que se dividem em dois vieses, o da estrutura dos prédios que em muitos casos, na periferia, compromete a integridade física dos servidores e dos usuários; e o da falta de equipamentos que limita os nossos atendimentos inclusive no Pronto-Socorro [da 14 de Março]”, argumentou o presidente dos Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), Wilson Machado, garantindo que apenas 30% dos médicos fazem atendimento de urgência e emergência. “Estamos garantindo o percentual que a lei manda. Com efetivo reduzido, só estão sendo atendidos casos que configuram risco de morte”, enfatizou.

Na Unidade de Saúde da Cremação, no entanto, os atendimentos foram normais. Situação que não se repetiu no bairro da Terra Firme, onde teve gente reclamando. Na entrada uma funcionária orientava a aposentada Raimunda Santos, 83 anos, a voltar em outro dia para remarcar a consulta com a médica clínico geral. “A médica não veio. Vou ter que vir segunda pra marcar de novo. Tô com o colesterol alto e precisava da consulta, o jeito é esperar”, tentava se conformar a aposentada.

Paciente, Tereza Sousa, 50, mesmo após uma hora de atraso da médica ainda tinha esperança. “Tô rezando pra ela vir. Tenho problema de epilepsia e tomo remédio controlado. Preciso da consulta porque o remédio tá no fim”, lamentava a dona de casa. “Quando vim confirmar a consulta tinha muita confusão porque não tinha médico. Ela pode não vir por causa da tal greve, mas vou continuar esperando”, disse a paciente que até às 17:30, quando a equipe saiu do local, permanecia na unidade aguardando pela médica que deveria ter chegado às 16 horas.

A direção negou que o atendimento tivesse sido afetado pela greve dos médicos e informou que pela manhã as consultas ocorreram normalmente, mas uma funcionária que não se identificou foi clara ao recepcionar a equipe. “Aqui, nenhum médico apareceu!”.

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde foi procurada pela reportagem. Previamente, a assessoria informou que não tinha em mãos a situação nas Unidades de Saúde e que por isso retornaria o contato com uma nota explicativa, mas até o fechamento desta edição não respondeu ao DIÁRIO.

(Diário do Pará)

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