Cerca de 10 pessoas que tiveram contato com o professor Ivan Diniz, de 43 anos, que desapareceu no último dia 20, na Ilha de Algodoal, no município de Maracanã, nordeste paraense, deverão ser ouvidos nesta segunda-feira (30), na Divisão de Homicídios, da Polícia Civil, em Belém. Segundo o investigador Fernando Stellio, que esteve na ilha durante este fim de semana, os depoimentos ajudarão a definir uma nova hipótese para o desaparecimento.
“Nós fizemos buscas em todas as áreas da Ilha de Algodoal, bem como nos municípios de Maracanã e Marapanim para tentar localizar o professor. Tivemos o apoio do Corpo de Bombeiros, que realiza buscas por terra e pelo mar, tentando localizar qualquer vestígio”, afirma Stellio. De acordo com o investigador, as buscas foram direcionadas pelas informações prestadas pelos familiares e amigos de Ivan.
Algumas informações desencontradas, inclusive de alguns nativos, dificultam o trabalho nas localidades. “São boatos que surgem e acabam deslocando a equipe para outro local, mas todas as informações precisam ser checadas. Neste fim de semana, tivemos a informação de um corpo que teria sido encontrado perto do lago da Princesa, mas isso não se confirmou”, explica.
Além do trabalho de busca, a Polícia Civil com apoio dos outros órgãos mobilizou comerciantes de Algodoal, Marudá e Maracanã para qualquer informação que pudesse ser confirmada. Cartazes foram espalhados para facilitar o contato caso o professor seja visto em algum local. Ivan Diniz é funcionário do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará e foi passar um fim de semana no balneário, mas desapareceu na noite da sexta-feira (20). Segundo informações, ele foi visto pela última vez em um bar, na praia da Princesa.
As autoridades foram notificadas sobre o desaparecimento apenas no domingo, dia 22. Stellio, que é da Divisão de Homicídio da Polícia Civil, especializada em busca a desaparecidos, diz que a primeira providência a ser tomada em caso de pessoa desaparecida é fazer um registro de ocorrência imediatamente. (DOL, com informações da Agência Pará)
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