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POLÍCIA

Laudo da morte de servidora sai ainda este mês

O Instituto de Criminalística do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” emitirá o laudo conclusivo do assassinato da servidora pública da Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa) Maria Odinéia Corrêa, 52 anos, até o final deste mês. A servi

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O Instituto de Criminalística do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” emitirá o laudo conclusivo do assassinato da servidora pública da Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa) Maria Odinéia Corrêa, 52 anos, até o final deste mês. A servidora foi morta com nove facadas no último dia 28, em Belém. Quatro pessoas estão presas com mandados de prisão temporária decretados pela Justiça, em unidades do Sistema Penitenciário do Estado.

A filha da vítima, Aretha Caroline Corrêa de Sales, 22, e o namorado Raphael de Souza Silva, 29, são acusados de serem os mandantes do crime. Os outros dois são Carlos Alessandro Duarte, 18, e Rosivaldo Gemaque Lima, 18, ambos indiciados como executores. No local do assassinato (a casa da vítima), os peritos coletaram uma corda, que teria sido usada para amarrar a vítima, fragmentos de impressões digitais e sangue. O laudo será concluído com a análise de compatibilidade do DNA dos acusados e com o material coletado. A verificação comprovará a presença dos executores na cena do crime.

De acordo com o diretor do Instituto de Criminalística, Paulo Bentes, os peritos também constataram que não havia qualquer sinal de arrombamento. “A pessoa, de alguma forma, possuía livre acesso à residência da servidora”, analisou. Bentes informou ainda que todos os vestígios identificados pelos peritos foram repassados a Polícia Civil para auxiliar nas investigações. “Esse conjunto de corpo de delito, somado às informações coletadas pela polícia, como o fato da filha não ter um bom relacionamento com a mãe, apontou a principal linha de investigação”, concluiu.

Após duas semanas de investigação, a polícia conseguiu desvendar desde o planejamento até a execução do crime. A equipe de investigações começou a obter provas do envolvimento de Aretha e de seu namorado, a partir da prisão de um soldado da Marinha, que adquiriu um telefone celular de propriedade da acusada, levado da casa da vítima. Com a prisão dele, os policiais chegaram até Carlos Alessandro e Rosivaldo, que confessaram terem sido contratados por Raphael para matar a vítima.

Após reunir o conjunto de provas, a Justiça decretou as prisões de todos os envolvidos. Raphael foi preso quarta-feira (22), na casa do tio, no Conjunto Euclides Figueiredo, bairro da Marambaia. Aretha foi presa no distrito de Icoaraci, na casa da mãe de Raphael. A investigação revelou que a morte de Maria Odinéia foi encomendada por mil reais aos executores. O objetivo dos mandantes seria se apossar da casa recentemente adquirida pela servidora pública, em Belém. Todos foram indiciados por homicídio. (DOL, com informações da Agência Pará)

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