Um assaltante morreu na madrugada de ontem, após uma tentativa frustrada de roubar um táxi, no bairro do Umarizal, em Belém. Em um ato bastante perigoso, o taxista reagiu e conseguiu tirar a arma do bandido, jogando-a para baixo de um dos bancos do veículo. Durante a fuga, o criminoso identificado por “Maurício”, de 18 anos, foi alvejado com dois tiros por uma pessoa ainda não identificada que passava pelo local. Um adolescente que participou do crime foi apreendido.
A situação teve início na Avenida Pedro Miranda e encerrou na Avenida Alcindo Cacela, entre a Rua Oliveira Belo e Bernal do Couto, próximo a uma universidade particular. Segundo relato do taxista Célio Ferreira de Sousa, 60, os dois se passaram por passageiros e pediram uma corrida até o bairro do Jurunas.
“Eles entraram no carro e logo depois anunciaram o assalto. O que estava atrás colocou a arma na minha cabeça, me deu várias coronhadas, me ferindo bastante, mas logo eu lutei e consegui tirar a arma da mão dele. O outro que estava ao meu lado tentava me segurar. Brigamos dentro do carro e depois joguei a arma para baixo do banco”, falou.
Em seguida, Célio contou que acionou o alarme do carro e a dupla ficou assustada. “Gritei por socorro e depois disparei o alarme do táxi. Neste momento eles disseram ‘sujou’ e saíram correndo. Depois só ouvi os dois tiros e o bandido caindo na calçada. O outro conseguiu correr, mas a população o agarrou”, disse.
Segundo o cabo PM Enóquio, da viatura 9233, da 1ª Companhia (Cia) / 2º Batalhão de Polícia Militar (BPM), a guarnição estava em ronda quando se depararam com a situação do assaltante baleado e morto.
“Quando chegamos verificamos que o taxista havia sofrido uma tentativa de assalto. Um dos envolvidos foi atingido por dois disparos e o outro tentou escapar, mas os populares conseguiram agarrá-lo e o livramos de um possível linchamento. Conduzimos o infrator para a Seccional Urbana de São Braz e lá constatamos que ele era adolescente”, falou.
O infrator foi apresentado à autoridade da Polícia Civil na Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data). Ele não foi localizado para conversar sobre o caso. O taxista relatou os acontecimentos na Data.
A arma usada para cometer o assalto estava manchada com o sangue do taxista, que sofreu várias coronhadas na cabeça. Ele contou que na profissão já passou por situações semelhantes. “Eu trabalho há 37 anos como taxista e já passei por situações piores que esta. Não tenho medo de trabalhar na ‘praça’. Nem vou deixar de trabalhar por causa do que aconteceu agora”, finalizou.
No local do crime, policiais da Divisão de Homicídios (DH) foram acionados para levantar informações sobre as circunstâncias do ocorrido. De acordo com a delegada Cláudia Guedes, após o crime, “a pessoa que efetuou os disparos ainda não havia sido identificada, mas o caso seria investigado pela seccional da área de jurisdição do fato”. O caso foi registrado na Seccional Urbana da Pedreira.
Conforme os especialistas do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, Maurício foi atingido por dois tiros, sendo um no peito e outro na altura da axila. Após concluída a perícia, o corpo dele foi removido para o Instituto Médico Legal (IML).
(Diário do Pará)
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