Depois de ter agredido a companheira com empurrões, tapas e pontapés, Robson Monteiro, 33, foi preso em flagrante, na madrugada de ontem (30), por policiais militares da 4ª Companhia, no bairro do Mangueirão, em Belém. Os gritos da mulher assustaram os vizinhos da vila de kitnets localizada na rua 17 de agosto, no conjunto Carmelândia, que acionaram a polícia. O homem foi detido e autuado pela Lei Maria da Penha, na Central de Flagrantes da Marambaia. Ambos estavam visivelmente alcoolizados e o motivo seria uma possível traição.
Um grupo de amigos passou a noite inteira em conversas e rodeada de bebida alcoólica em uma das casas daquela vila. Por volta das 2h, o técnico de enfermagem decidiu ir embora para casa junto à companheira, mas segundo o relato coincidente do casal, ela teria se negado. “Havíamos reatado o relacionamento de quatro anos, há um mês morando juntos e estávamos bebendo entre amigos. Ele foi embora na frente e depois voltou, me acusando que eu ‘tava’ traindo ele com um rapaz dentro do banheiro da casa dessa nossa amiga. Assim que fomos pra casa ele começou a me bater, quebrou tudo em casa e com um dos tapas no meu rosto, o meu nariz sangrou muito”, disse a estudante de 22 anos. Apesar dos comentários da vizinhança de que as brigas do casal e as surras ganhas pela mulher são constantes, ela negou e disse ter sido a primeira vez que ele teria a agredido dessa forma depois de um mês morando juntos.
Por outro lado Robson contou à reportagem do DIÁRIO que estava incomodado pela demora da chegada da mulher, então foi buscá-la na casa dos amigos. Ao procurar por ela, a amiga teria dito a ele que a jovem estaria no banheiro na companhia de um homem consumindo drogas. “A gente tava bebendo e quando era pra ir pra casa, ela não quis. Como ela demorava muito, fui atrás dela. Quando cheguei, a amiga dela disse que ela ‘tava cheirando’ dentro do banheiro com um ‘cara’. Eu bati e ela não abriu a porta, só para amiga dela, foi quando eu flagrei os dois alí dentro. Segundo ela, eles estavam ‘cheirando’, mas pra mim, eles estavam transando”, revelou o acusado. “Fomos pra casa, começando a discutir, e nos agredimos, tanto eu bati nela, como ela também me bateu. Essa foi a segunda vez que acontece”, confessou ainda sob o efeito do álcool. O casal afirmou que não é usuário de droga.
Em ronda pelo conjunto, o soldado Marcos Araújo disse que foi acionado por populares denunciando que a mulher estava sendo espancada pelo marido. “Ele virou ‘cavalo do cão’. Quando chegamos lá, olhamos pela brecha da janela, a jovem jogada no chão chorando, ele deitado na cama rindo dela, móveis e objetos da casa todos quebrados e revirados. Pela casa, ainda se percebia marcas de sangue oriundas da briga violenta do casal. Chamamos ele pela janela mesmo, algemamos e o trouxemos para a seccional”, relatou o policial.
O escrivão Jurandir Athaíde, da Central de Flagrante da Marambaia, autuou Robson por agressão à mulher, baseado na Lei Maria da Penha. “Ele ficará recolhido, aguardando a decisão da justiça. O crime é afiançável”, disse.
Eu bati e ela não abriu a porta, só para amiga dela, foi quando eu flagrei os dois alí dentro. Segundo ela, eles estavam ‘cheirando’, mas pra mim, eles estavam transando”.
(Diário do Pará)
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