O baixista da banda paraense Madame Saatan, Ícaro Suzuki, acordou do coma induzido e falou com familiares. O coma induzido era para submeter à cirurgia realizada na noite de quarta-feira (03), em Belém. Agora, o músico precisa de doação de sangue de qualquer tipo.
Segundo o produtor da banda, Bernie Walbenny, a cirurgia durou aproximadamente três horas. "Os médicos não tinham previsão de quando o Ícaro acordaria após a cirurgia, mas no íncio da noite ele acordou e falou com a família", informou.
O produtor disse ainda sobre a preocupação dos familiares e amigos em seguir com a questão legal do acontecido. "O Ícaro ainda está se recuperando, essa é nossa preocupação agora. Mas vamos nos empenhar para que a justiça seja feita. Um cara desse (referindo-se ao delegado que o atropelou) não pode ficar solto na rua, colocando em risco a vida das pessoas. Estamos divulgando bastante a petição no site www.naofoiacidente.org e torcer para que isso mude algum dia", afirmou.
Além disso, seungo o pai do músico, Ícaro deve ficar em repouso absoluto por pelo menos dois dias e ainda está sendo drenado. O músico também precisará realizar uma transfusão de sangue, solidariedade que os familiares estão pedindo aos amigos e fãs da banda. Quem puder ajudar Ícaro e outras pessoas que precisam de sangue, basta se dirigir ao Hemopa, na Travessa Padre Eutíquio, 2109, Batista Campos.
O CASO
Ícaro, que é baixista da banda Madame Saatan, foi atropelado na noite de terça-feira (2), no conjunto Marex, bairro Val-de-Cães, em Belém, pelo delegado Carlos Alberto Nascimento, da Polícia Civil. Ele sofreu fratura no crânio e levou 15 pontos na cabeça.
Segundo a irmã do músico, Briseida Suzuki, o atropelamento aconteceu por volta de 20h30, quando estavam em direção a um lanche no conjunto. "O Ícaro estava caminhando no canteiro da rua e de repente veio esse delegado e subiu a calçada, atropelando ele", disse. Com o impacto, o músico foi arremessado por cerca de dois metros. Ele sofreu fratura no crânio e levou 15 pontos na cabeça e após reavaliação neurológica e com o traumatologista, ele foi liberado.
(DOL)
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