Uma criança de cinco anos morreu, na tarde de ontem, quando era transferida de Mosqueiro para o Hospital Metropolitano em Ananindeua. Danilo Silva da Silva apresentou alguns sintomas de que teria sido agredido, por isso o Conselho Tutelar foi acionado pelos servidores do hospital de Mosqueiro, aonde recebeu atendimento. A família então relatou que o garoto teria começado a sentir dores após tomar banho na tarde do último domingo (30/09) num lago que fica localizado dentro das imediações do assentamento Dorothy Stang I, no distrito de Mosqueiro, quando teria sido arremessado à água várias vezes por Anderson dos Reis Guimarães, 19 anos, mais conhecido como “Boto”.
A partir desse dia Danilo teria se queixado de dores na cabeça, mas só ontem foi levado ao hospital pela família. Assim que deu entrada a criança teria desmaiado e logo em seguida entrado em coma. “Assim que foi diagnosticado que o caso exigia um tratamento mais complexo, Danilo foi colocado numa ambulância rumo ao Hospital Metropolitano. Entretanto, quando a ambulância estava em Santa Bárbara o menino não resistiu e morreu”, relatou o conselheiro Heitor Bentes da Costa Filho, que registrou ocorrência na Seccional de Mosqueiro.
Logo em seguida, a diligência do sargento Joel, do batalhão da Polícia Militar de Mosqueiro, foi até a residência de “Boto” e o apresentou à Seccional para que prestasse esclarecimentos. Contudo, a imprensa não teve acesso a ele para que o mesmo pudesse contar a própria versão dos fatos. Testemunha ocular, o irmão mais velho de Danilo, Anderson Carlos Silva da Silva, 10 anos, contou que tudo era apenas uma brincadeira.
“O Boto começou a jogar o meu irmão na água, mas era só brincadeira. Ele [o Boto] sempre ajuda a minha família. Ele é amigo nosso. Mas aí o meu irmão pediu pra parar de ser jogado porque tava machucando. Quando chegou em casa ele se queixou de dor de cabeça”, relatou o garoto. Segundo a polícia, os pais ainda teriam levado a criança a uma rezadeira da ilha para que a dor do menino fosse curada. Danilo teria chegado a bater novamente a cabeça na cômoda na madrugada da última quarta (03) ao tentar levantar-se à noite para ir ao banheiro.
“Tudo indica que não foi nada intencional, embora a criança apresentasse sinais de agressão. O corpo do menino foi levado aos peritos do Instituto Renato Chaves para que saibamos a real causa do óbito. O Boto foi ouvido, mas deve ser liberado porque já passou o período do flagrante. Por enquanto é muito cedo para fazermos julgamentos”, analisou o sargento Joel.
(Diário do Pará)
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