Familiares de seis adolescentes executados na “Chacina de Icoaraci” como ficou conhecido nos meios policiais a morte em série dos jovens farão manifestações nesta segunda-feira (19) para lembrar com saudade dos rapazes no dia em que se completa um ano da barbárie.
As manifestações serão puxadas por familiares e Defensoria Pública de Icoaraci e consta pela manhã um missa no local do crime seguido de uma passeata até o Fórum de Icoaraci e à noite um culto ecumênico que terá inicio às 19h, com termino previsto para as 23h, que foi a hora das execuções.
Seis jovens entre 12 e 17 anos foram assassinados à bala quando estavam conversando em frente à residência de dois deles na rua Padre Julio Maria em Icoaraci, por volta das 23h de sábado do dia 19 de novembro de 2011.
O crime deixou um rastro de sangue e desespero em familiares que a cada instante chegavam à rua onde ocorreu a matança além de um forte esquema de policiais militares de vários batalhões deslocados para o local do crime e uma força tarefa da Polícia Civil designada pelo secretário de Segurança Pública do Estado, Luis Fernandes Rocha.
No dia do crime o DIÁRIO acompanhou com exclusividade o fato e a cena encontrada na rua Padre Julio Maria era um cenário de guerra. Seis jovens amontoados e muito sangue que escorria pela vala além do desespero de familiares que chegavam à medida que a noticia se espalhava.
O crime foi investigado à exaustão pela Divisão de Homicídios e chegou até o ex-policial militar Rosevan Moraes de Almeida e Antônio Luiz Bernardino da Costa, que foram presos após 30 dias de investigações.
Mas a “Chacina de Icoaraci” ainda é um grande mistério. Os dois homens presos e indiciados pelo crime continuam jurando inocência e na semana passada um fato novo veio à tona depois da apreensão pela Rotam de um menor que teria confessado participação na chacina.
O caso está tramitando na 3ª Vara Criminal de Icoaraci, que já ouviu testemunhas e os acusados e neste dia que completa um ano do fato, familiares dos jovens executados com mais de 20 tiros. “Nós vamos em caminhada até o Fórum logo após a missa para cobrar celeridade no processo” disse um dos familiares dos jovens assassinados.
(Diário do Pará)
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