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POLÍCIA

Após dois adiamentos, médico vai a julgamento

Após dois adiamentos da sessão, vai a Julgamento no Fórum Criminal de Castanhal na próxima terça-feira (20), o médico cardiologista Mario José Onofre dos Santos Toutenge, acusado de assassinar a esposa Linda Maria Guedes Toutenge, 27 anos, com quem tinha

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Após dois adiamentos da sessão, vai a Julgamento no Fórum Criminal de Castanhal na próxima terça-feira (20), o médico cardiologista Mario José Onofre dos Santos Toutenge, acusado de assassinar a esposa Linda Maria Guedes Toutenge, 27 anos, com quem tinha um filho de um ano e quatro meses e a mesma estava grávida de cinco meses do segundo filho do casal. O acidente aconteceu na década de 90, mais precisamente em 25 de setembro de 1992.

Os indícios apurados pela Polícia no Inquérito Policial e pelo Ministério Público de Castanhal, que ofereceu denúncia ao Poder Judiciário, são muito convincentes sobre o envolvimento do médico na morte da esposa, pois levantam muitas questões suspeitas. Por exemplo, o acusado alega que a morte de sua esposa foi proveniente de um acidente de carro próximo ao município de Castanhal, mas essa sua versão para o Superior Tribunal de Justiça – STJ que confirmou a Sentença de Pronuncia prolatada pelo Magistrado, Dr. Paulo Gomes Jussara Junior, não se sustentaria pelos seguintes motivos: Se ocorreu um acidente com a capotagem do carro por que não avisou a Polícia Rodoviária Federal para fazer o registro do acidente e realizar a perícia do carro; Por que mandou o irmão tirar o carro do local do suposto acidente e esse carro só foi localizado para ser periciado mais de oito meses após, depois de muitas buscas feitas pela Polícia e pelo Ministério Público de Castanhal.

Outro questionamento é se o carro capotou no acidente por que na perícia não apresentava vestígios de troca do teto e se encontrava com sua estrutura original, inclusive o vidro para-brisa; e ainda, O local indicado pelo acusado onde supostamente tinha ocorrido o acidente foi inspecionado por um patrulheiro da PRF que não encontrou nenhum vestígio de acidente.

São muitas questões sem respostas. Por exemplo: Se o vidro para-brisa do carro não se quebrou durante a capotagem por que o rosto do acusado apresentava marcas de fragmentos de vidro e o filho e a esposa não apresentavam esses mesmos ferimentos. Essa versão dos fragmentos de vidro foi atestada falsamente pelo colega médico, Dr. Otávio Augusto Brito Gomes de Souza Jr., para tentar justificar as marcas de unhas que o acusado apresentava no rosto, provavelmente da sua esposa, se defendendo da agressão que lhe levou à morte.

O CASO

O acidente aconteceu no dia 25 de setembro de 1992, uma sexta-feira, quando a família se dirigia de Belém rumo a Salinópolis.

(Diário do Pará)

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