Ninguém da família conseguiu explicar os motivos que levaram Reginaldo Miranda Capela, de 38 anos, a se jogar nas águas fétidas do igarapé Tucunduba, que corta o bairro da Terra Firme, em Belém, para morrer afogado.
O fato aconteceu na tarde deste sábado (17) quando os termômetros apontavam para 34º de temperatura ambiente e de repente algumas crianças que brincavam à sombra de uma árvore às margens do canal viram quando um homem se jogou e começou a nadar.
Uma criança de sete anos disse ao DIÁRIO que Reginaldo Capela se jogou no canal como fosse atravessar para o outro lado. “Ele nadou um pouco e depois desapareceu e eu pensei que ele tinha mergulhado, mas ele não retornou e eu fui avisar a polícia ali”, disse o menor.
A chegada de curiosos aumentou com a notícia uma vez que o local fica cercado de várias invasões e logo uma multidão se juntou. Um dos moradores resolveu pular no igarapé e pela indicação dos menores testemunhas do fato, conseguindo localizar e retirar o corpo de Reginaldo Capela do fundo do igarapé, mas sem vida.
O sargento Farias, do serviço de policiamento da Unidade Integrada Propaz Terra Firme, esteve no local e isolou a área até a chegada do serviço de remoção , que foi feito por técnicos do Instituto de Criminalística. “Quando nós chegamos este rapaz já estava em óbito e orientamos familiares a registrar ocorrência policial na Seccional do Guamá”, disse o policial.
Familiares que estiveram acompanhando o serviço de remoção informaram que Reginaldo Capela trabalhava fazendo pequenos bicos nas estâncias madeireiras que circundam o canal do Tucunduba e era muito chegado a uma bebida alcoólica.
Dezenas de curiosos acompanharam o trabalho da remoção e o desespero dos familiares que chegavam a todo instante uma vez que a vítima morava às proximidades do local da tragédia, na rua da Paz.
Quem conhece o igarapé Tucunduba acredita que o rapaz pode ter sofrido um mal súbito na hora que começou a nadar ou então pode ter batido com a cabeça em algum pedaço de madeira muito comum nos fundos do igarapé, mas somente a necropsia vai definir a causa da morte.
(Diário do Pará)
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