Considerados integrantes da facção criminosa Primeiro Comando do Norte (PCN), um braço do Primeiro Comando da Capital (PCC), fugiram da Colônia Penal Heleno Fragoso, em Americano, os marginais Adriano Cardoso do Nascimento, conhecido como “Adriano Narigudo”, e seu parceiro Alberto Bararua de Alcântara, o “Beto Bararua”.
O DIÁRIO teve acesso à ficha criminal dos dois fugitivos que ganharam da Justiça o direito no regime semi-aberto, após cumprir uma temporada no Presídio em Americano. Tão logo chegaram à Colônia Penal trataram de escapar, estando em lugar incerto e não sabido, sendo caçados pela polícia do Pará.
Adriano Narigudo tinha como endereço a passagem Comissário no bairro da Terra Firme. Ele respondia no 5º Juizado Especial Criminal por roubo qualificado tendo como vítima a Empresa de Transportes de Valores Saga. Na 9ª Vara Penal da Capital, o foragido respondia por roubo qualificado tendo como vítima a empresa Cerbel. No 3º Juizado Especial Criminal, além de procedimentos por porte ilegal de arma, lesão corporal, latrocínio, tentativa de roubo entre tantos crimes, Adriano Narigudo respondia por incêndio criminoso tendo como vítima dois funcionários da empresa Viação Forte.
PRESÍDIO FEDERAL
Alberto Bararua de Alcântara tinha como endereço residencial a passagem Caju, no bairro da Sacramenta. Ele fugiu também no último dia 19 de novembro. Contra “Beto Bararua” pesam acusações de homicídio qualificado praticado dentro da cadeia, tráfico de drogas, roubo qualificado, falsidade ideológica, motim e tentativa de homicídio.
Pela periculosidade, “Beto Bararua” e “Adriano Narigudo” chegaram a ser transferidos, em janeiro deste ano, da Penitenciária de Americano CRPP-III para a Penitenciária Federal em Porto Velho, onde passaram uma temporada, tendo voltado ao Pará e depois ganho o direito ao regime semi-aberto.
A audácia e periculosidade de “Beto Bararua” é tão grande que em 2003 ele fugiu após uma consulta de rotina em uma clínica particular na avenida Almirante Barroso. Em seu currículo criminal existem o registro de várias fugas e detenções.
A vida criminosa de “Beto Bararua” vem desde 1997 entre entradas, saídas e fugas. Hoje com 38 anos ele está novamente nas ruas e a polícia não sabe como recapturá-lo. Para um experiente delegado que já prendeu “Beto Bararua”, ele pode estar tramando crimes como assaltos a grandes empresas ou bancos.
Nesta semana a Delegacia de Repressão a Entorpecentes prendeu André Cardoso Nascimento, 32, o “Dedé”, acusado de portar três quilos de pedras de cocaína que foram apreendidos em uma residência no bairro da Sacramenta.
“Dedé” é irmão do traficante de drogas Adriano Cardoso Nascimento, conhecido como “Adriano Narigudo, e do também traficante de drogas Alessandro Cardoso Nascimento, o “Thunder”, morto no ano passado. Dedé também estava na condição de foragido desde 30 de outubro deste ano.
(Diário do Pará)
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